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Prévias do terceiro trimestre mostram que construtoras listadas seguem em um bom momento de vendas e lançamentos
As construtoras listadas na Bolsa mantiveram o bom momento no terceiro trimestre (3T25), impulsionadas, principalmente, pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), avaliou o time do BB Investimentos após a divulgação das prévias do período.
Em relatório, o banco destacou que os números vieram majoritariamente positivos, reforçando a tendência de recuperação do setor.
“De maneira geral, podemos dizer que o segmento segue sendo impulsionado pelas condições vigentes de programas habitacionais, como o MCMV”, pontuou a casa.
Entre as incorporadoras, a Cury (CURY3), na visão do BB-BI, apresentou “números sólidos” no 3T25, com nove empreendimentos que somaram R$ 1,7 bilhão em valor geral de vendas (VGV), alta de 15% em relação a 2024.
No acumulado de 2025, o VGV lançado da construtora chega a R$ 6,36 bilhões, avanço anual de quase 36%.
A avaliação do banco é a de que as vendas líquidas acompanharam o mesmo ritmo, alcançando R$ 1,6 bilhão no 3T25 e R$ 5,55 bilhões no ano.
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Além disso, o indicador de vendas sobre oferta (VSO) segue entre os mais altos do setor, em 69,8% no acumulado de 2025.
“Mesmo com crescimento nos lançamentos, a Cury vem conseguindo melhorar seu banco de terrenos, que renovou patamar recorde aos R$ 23,3 bilhões, suficiente para 82 novos empreendimentos, o que deve suprir o ritmo de novos produtos por pelo menos os próximos dois anos”, projetou o BB.
O banco mantém recomendação de compra para CURY3, com preço-alvo de R$ 43 para o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 34% em relação aos atuais R$ 32.
O relatório também destacou o desempenho da Direcional (DIRR3), que registrou recorde histórico de lançamentos, com R$ 2 bilhões em VGV no 3T25, alta de 54% na comparação anual.
As vendas líquidas somaram R$ 1,4 bilhão no período, enquanto o estoque total subiu para R$ 4,5 bilhões, dos quais apenas 3% correspondem a unidades prontas.
A geração de caixa da companhia atingiu R$ 114 milhões entre julho e setembro, totalizando R$ 494 milhões no acumulado de 2025.
O BB-BI também manteve recomendação de compra para DIRR3, com preço-alvo de R$ 20 – potencial de valorização de 28% frente aos atuais R$ 15,56.
No caso da MRV (MRVE3), o BB Investimentos destacou que a companhia registrou um VGV de lançamentos de R$ 2,35 bilhões no 3T25, queda de 9,4% na base anual, mas crescimento de 35% no acumulado deste ano.
O ponto positivo, segundo a casa, foi a Resia, operação norte-americana da construtora, que vendeu quatro terrenos por US$ 32 milhões, reduzindo a queima de caixa para US$ 1,5 milhão no período.
Vale lembrar que a MRV planeja vender US$ 650 milhões em ativos da Resia até 2026.
“Embora esse resultado ainda revele dificuldades para conter o consumo de caixa, já aponta avanços rumo a uma estrutura de capital mais leve, com potencial de contribuir positivamente ao longo dos próximos trimestres”, destacou o relatório.
O BB-BI também recomenda compra para MRVE3, com preço-alvo de R$ 14, o que representa um upside de 110%.
Já a Tenda (TEND3) lançou 14 empreendimentos no 3T25, com VGV de R$ 1,56 bilhão, queda de 27% em relação ao 3T24.
No acumulado de 2025, o volume lançado totaliza R$ 3,6 bilhões, ainda impactado por uma base forte do ano anterior, segundo o banco.
O BB-BI observa que, apesar do menor ritmo de lançamentos, ainda há volume não contabilizado referente a um projeto no Rio Grande do Sul, que deve ser reconhecido na prévia do 4T25.
A casa também mantém recomendação de compra para TEND3, com preço-alvo de R$ 31 — potencial de valorização de 33%.
| Empresa | Código | Preço-alvo (BB Investimentos) | Preço atual | Potencial de valorização |
|---|---|---|---|---|
| Cury | CURY3 | R$ 43 | R$ 32 | +34% |
| Direcional | DIRR3 | R$ 20 | R$ 15,56 | +28% |
| MRV | MRVE3 | R$ 14 | R$ 6,66 | +110% |
| Tenda | TEND3 | R$ 31 | R$ 23,35 | +33% |
*Com informações do Money Times.
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