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Em entrevista coletiva, Mario Leão afirmou que o atual cenário, embora difícil para algumas empresas, não sinaliza crise à vista; banco é o maior credor da Ambipar
Com as reestruturações de dívidas e as recuperações judiciais ganhando força entre empresas de peso no Brasil, como Ambipar (AMBP3) e Braskem (BRKM5), o temor de uma crise generalizada tem ganhado espaço entre os investidores. No entanto, o CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão, afirmou: o país não está à beira de uma crise de crédito.
Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (29), Leão destacou que o atual cenário, embora difícil para algumas empresas mais alavancadas, não caracteriza uma crise iminente.
“A gente não acredita numa crise de crédito”, afirmou o executivo, reforçando que o momento exige gestão cuidadosa e uma atenção especial para aqueles mais expostos às altas taxas de juros, especialmente as empresas com maior dependência do CDI.
Uma das questões mais delicadas para o Santander é a exposição ao caso da Ambipar. A empresa, que tem enfrentado dificuldades financeiras e entrou com pedido de recuperação judicial nas últimas semanas, é uma das mais preocupantes no portfólio do banco.
O Santander é o maior credor da Ambipar, com uma exposição estimada em R$ 663 milhões, de acordo com o Brazil Journal. Outros grandes bancos também estão na lista de credores, incluindo Banco do Brasil (R$ 352 milhões) e Bradesco (R$ 165 milhões).
Apesar disso, Leão acredita que o cenário atual reflete mais um período desafiador do que uma verdadeira crise de crédito.
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Para ele, o que se vê é o reflexo de um ambiente macroeconômico mais severo, com a Selic a 15% ao ano, o maior patamar dos últimos 20 anos.
Esse cenário tem pressionado as empresas mais alavancadas, tornando a operação mais difícil e contribuindo para a deterioração de alguns portfólios, incluindo o do próprio Santander.
Mas isso não significa uma crise de crédito, segundo Leão.
“O cenário macro tende a favorecer algumas empresas a terem mais desafios. Uma Selic continuamente alta torna difícil para as empresas mais alavancadas navegar nesse período. Mas chamar isso de crise de crédito, acho que seria exagero”, disse o presidente do Santander.
Em meio ao aumento das recuperações judiciais e da pressão sobre as finanças das empresas, o Santander diz ter se mantido próximo de seus clientes, especialmente aqueles com dificuldades devido à alta dos juros.
“Estamos acompanhando de perto todos os casos. Entramos em qualquer situação de deterioração com muita proximidade ao cliente, ajudando a navegar um momento macro mais duro. Faremos isso independentemente da exposição que temos ao crédito”, afirmou Leão.
A estratégia do Santander é adotar uma postura cautelosa, com provisões adequadas para o cenário atual e um foco renovado na melhoria da qualidade dos portfólios.
Leão enfatizou que o banco está preparado para aumentar as provisões quando necessário, mantendo uma gestão disciplinada e responsável para proteger o banco de qualquer risco excessivo de calote.
No terceiro trimestre, as provisões para devedores duvidosos (PDD) do Santander encolheram 4,9% no comparativo anual, mas aceleraram 10,9% frente ao segundo trimestre, a R$ 6,52 bilhões.
Além disso, o Santander está ajustando sua estratégia de crédito para lidar com a situação. Afinal, a carteira de crédito do banco também tem enfrentado pressão em outros setores, como o varejo, pequenas empresas e o agronegócio.
Nesse sentido, o banco já iniciou uma redução da concessão de crédito novo ao setor rural, que, embora tenha sido um dos maiores focos de expansão nos últimos anos, agora enfrenta dificuldades.
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