O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Após ficar atrás dos pares em 2025, a elétrica recebeu um upgrade duplo de recomendação. Por que o banco vê potencial de valorização e quais os catalisadores?
Em um ano generoso para a bolsa brasileira — especialmente para as empresas de energia elétrica e saneamento básico —, a Isa Energia (ISAE4) acabou ficando para trás. Enquanto o índice de utilities acumulava alta próxima de 30% em 2025, as ações da transmissora avançavam cerca de 17% no mesmo período. Um desempenho positivo, mas insuficiente para acompanhar o ritmo dos pares.
Porém, é justamente nesse “atraso” que o JP Morgan enxerga oportunidade. O banco norte-americano decidiu revisar a visão sobre a elétrica, com um duplo upgrade para os papéis da Isa Energia: de underweight (equivalente à venda) direto para outperform (recomendação de compra).
Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 30 para dezembro de 2026, o que implica um potencial de valorização de cerca de 10% em relação ao último fechamento e um retorno total estimado em torno de 20%, considerando dividendos.
As ações operam em forte alta nesta sessão, com ganhos de 5,41% por volta das 11h36, cotados a R$ 28,64.
Para o JP Morgan, há vetores relevantes de geração de valor que ainda não estão plenamente refletidos na taxa interna de retorno (TIR) real implícita da Isa Energia (ISAE4), atualmente estimada em 9,8%.
Segundo o banco, esse patamar não parece alto para um papel que ficou para trás no rali do setor — especialmente considerando que o posicionamento dos investidores em utilities segue relativamente leve, com poucas posições compradas nas ações.
Leia Também
Além disso, os analistas avaliam que a Isa Energia emerge como um perfil claro de proteção contra a inflação no mercado brasileiro. Para os analistas, as ações da ISAE oferecem um hedge quase perfeito contra a alta dos preços no Brasil.
Isso porque a companhia tem 100% de seus contratos corrigidos pela inflação, com risco de volume praticamente inexistente, o que garante previsibilidade de caixa em um ambiente macro ainda incerto.
“A ISAE4 apresenta TIRs implícitas pouco exigentes, dado o perfil de fluxos de caixa estáveis e alguns catalisadores positivos. Entendemos que o retorno total atrativo, combinado aos riscos de alta, justifica a recomendação de compra.”
A avaliação do JP Morgan é que o desempenho mais fraco das ações da ISAE4 não foi resultado de problemas operacionais, mas da falta de gatilhos claros para os papéis ao longo dos últimos meses.
O principal detrator da performance, segundo os analistas, foi o pouco avanço no litígio envolvendo a companhia e o governo do Estado de São Paulo, um tema que há tempos paira como potencial destravador de valor, mas que permaneceu praticamente parado.
Além disso, enquanto outras empresas do setor exibiram tendências mais favoráveis de crescimento em geração e distribuição, o noticiário da Isa Energia foi mais silencioso.
Para completar o quadro, os sucessivos adiamentos das expectativas em relação ao início do ciclo de cortes de juros limitaram o apetite dos investidores na bolsa — um fator que também pesou sobre o papel.
Agora, esse cenário começa a mudar. O JP Morgan destacou três gatilhos principais para a Isa Energia, que conferem “riscos de alta” capazes de destravar valor para as ações nos próximos trimestres: regulação, evolução de litígios e melhora do ambiente macroeconômico.
Do lado regulatório, o banco prevê um potencial ganho de aproximadamente R$ 500 milhões em valor presente líquido (VPL) relacionado a discussões sobre investimentos antigos que não vêm sendo remunerados integralmente.
No fim de 2024, a Aneel reconheceu que a Isa Energia tem direito a remuneração em atraso sobre investimentos realizados entre 2000 e 2012. Porém, o montante exato dos investimentos ainda está em análise.
A expectativa é que, no primeiro semestre de 2026, a Isa retome as conversas com a agência reguladora sobre a remuneração destes investimentos.
Em 2025, a Isa apresentou uma base de ativos líquida de R$ 180 milhões (a preços de 2023), o que, nas contas do JP Morgan, poderia resultar em cerca de R$ 425 milhões de VPL.
Outros potenciais vetores para as ações ISAE4 vêm do campo jurídico. Os analistas veem espaço para destravar valor a partir das negociações em curso entre a Isa Energia e o governo de São Paulo envolvendo custos relacionados ao fundo de pensão da companhia.
A elétrica arca há cerca de 20 anos com despesas anuais estimadas entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, que alega serem de responsabilidade do Estado.
Ao longo desse período, esses custos somam aproximadamente R$ 3 bilhões em créditos a receber reivindicados, e isso sem correção monetária. Caso fossem atualizados, o valor poderia alcançar algo próximo de R$ 7 bilhões atualmente, segundo estimativas do JP Morgan.
O JP Morgan destaca que é difícil prever os detalhes de um eventual acordo — e que provavelmente haveria descontos sobre o valor total —, mas projeta que a negociação também poderia incluir mudanças nos desembolsos futuros, o que teria impacto relevante sobre o perfil de caixa da empresa.
"Temos sido mais cautelosos quanto a um acordo de curto prazo entre SP–Isa Energia, especialmente à medida que nos aproximamos das eleições estaduais. Entendemos que as expectativas de um acordo se dissiparam após um ano de negociações com poucas novidades. Assim, vemos os riscos inclinados para o lado positivo”, escreveram os analistas.
Além disso, nos próximos meses, o cenário macroeconômico também pode passar a jogar a favor da Isa Energia.
Segundo o JP Morgan, cada redução de 1 ponto percentual na Selic implicaria um ganho de aproximadamente 3% nos lucros estimados da companhia para 2026 e 2027.
Ao mesmo tempo, a companhia vem alongando a duração dos fluxos de caixa por meio de crescimento orgânico — com capex de reforço — e inorgânico, via projetos greenfield, o que tende a ser positivo em um ambiente de juros reais mais baixos, segundo os analistas.
Com 21 mil m², a nova unidade da Amazon nos arredores de Chicago mistura supermercado, varejo e logística
Relatório com o Índice Zara do banco apresentou as expectativas para as varejistas de moda em 2026; marcas voltadas para as classes mais baixas devem continuar sofrendo com o baixo poder de compra da população
A conta da crise do Master não ficou só com o investidor: FGC avalia medidas para reforçar o caixa
Instituição apostou em entretenimento, TV aberta e celebridades para crescer rápido, mas acabou liquidada após colapso do Banco Master
Anvisa determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka após identificar erro na embalagem que omite a informação sobre a presença de glúten
A companhia quer dobrar a produção em fábrica nova no país, em um movimento que acompanha a estratégia saudita de reduzir importações e já atraiu investimentos fortes de concorrentes como a MBRF
A conclusão da operação ocorre após a Sabesp obter, na terça-feira (20), as aprovações do Cade e da Aneel
Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos
Segundo O Globo, a Superintendência de Processos Sancionadores da CVM concluiu que o ex-CEO, Miguel Gutierrez, foi o responsável pela fraude na varejista; entenda
O banco revisou para cima as estimativas de preços de energia devido à escassez de chuvas. Mas o que isso significa para a Axia Energia?
Analistas do banco destacam que, após anos de ajustes e crise do Fies, os grandes grupos de ensino podem gerar retornos significativos aos acionistas; veja a recomendação para Cogna (COGN3), YDUQS (YDUQ3), Afya (AFYA), Ânima (ANIM3), Vitru (VTRU3), Cruzeiro do Sul (CSUD3), Ser Educacional (SEER3) e Laureate
Andy Jassy admite que os estoques antecipados já não seguram os preços e que consumidores começam a sentir os efeitos das medidas, mudando hábitos de compra
Liquidação do will bank ativa o Fundo Garantidor de Créditos; investidores precisam se cadastrar no app do FGC para solicitar o pagamento
A aérea anunciou acordo para aporte de US$ 100 milhões, além de emissão de ações para captar até US$ 950 milhões, com diluição de 80% da base acionária; a companhia também publicou um plano de negócios atualizado
A receita somou US$ 12,05 bilhões no período, superando as estimativas de US$ 11,97 bilhões e representando um crescimento de 17,6%
A história de um banco digital que cresceu fora do eixo da Faria Lima, atraiu grandes investidores e terminou liquidado pelo Banco Central
Esses papéis haviam sido dados para a Mastercard como garantia de uma obrigação financeira, que não foi cumprida
O will bank havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Banco Master, por acreditar que havia interessados na sua aquisição
A chamada “bolsa das pequenas e médias empresas” vê espaço para listagens, mas diz que apetite estrangeiro ainda não está no radar
Nessa corrida tecnológica, quem mais surpreende é uma concorrente 100% digital que nem sequer está na bolsa; veja qual a recomendação do BTG na disputa entre Movida e Localiza