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REDUÇÃO EM FOCO

Pão de Açúcar (PCAR3) nega capitalização milionária em prestação de contas à CVM — mas diz que há demissões no radar

A xerife dos mercados também pediu explicações sobre uma aceleração no enxugamento de custos na companhia

Fachada da sede do Grupo GPA, dono da rede Pão de Açúcar (PCAR3)
Imagem: Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) teve que prestar contas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pediu esclarecimentos sobre uma apuração do jornal Pipeline. O veículo havia indicado que um grupo de conselheiros e acionistas da companhia estariam discutindo uma capitalização de R$ 500 milhões.

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A matéria do Pipeline afirmava que o anúncio da operação ocorreria após a assembleia que definirá o novo conselho de administração da companhia, marcada para o início de outubro.

Porém, a varejista negou a informação. Segundo comunicado enviado ao mercado, o Grupo Pão de Açúcar não aprovou nem realizou estudos a respeito de nenhuma capitalização privada de qualquer valor.

“Por esse motivo, tampouco procede a informação de que haveria expectativa, por parte do GPA, de anunciar uma capitalização logo após a Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 6 de outubro de 2025”, diz o documento.

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Demissões no Grupo Pão de Açúcar

Além disso, de acordo com a Broadcast, a xerife dos mercados também pediu explicações sobre uma aceleração no enxugamento de custos na companhia.

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Isso porque surgiram rumores no mercado de que pelo menos 250 demissões estariam no radar do Grupo Pão de Açúcar. Segundo fontes, cerca de 900 a mil funcionários seriam desligados da empresa.

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Sobre a redução de custos, a varejista ressaltou que houve uma ampla divulgação ao mercado dos esforços do plano de redução de alavancagem financeira e confirmou a existência de um projeto para reduzir o número de funcionários, que está em curso.

“No entanto, não foram aprovados por parte dos órgãos de governança da companhia, nem há estudos que indiquem que haveria ‘ao menos mais 250 demissões na estrutura corporativa’ do GPA, conforme noticiado”, diz a empresa.

Ao longo do projeto de redução de pessoal, a companhia afirma que, entre 1 de julho e 16 de setembro de 2025, houve o desligamento de, aproximadamente, 730 empregados da companhia.

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GPA vai eleger novo conselho

No início deste mês, o GPA recebeu da família Coelho Diniz a proposta de chapa com indicações para o novo conselho de administração da companhia, após esta elevar a participação para 24,6% do capital do GPA. Com isso, a família solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a destituição da atual composição e a eleição de novos membros para o conselho.

Os nomes indicados são:

  • André Luiz Coelho Diniz;
  • Gustavo Lobato;
  • Leandro Assis Campos;
  • Luiz Henrique Cunha;
  • Christophe José Hidalgo;
  • Marcelo Ribeiro Pimentel;
  • Helene Esther Bitton;
  • Rafael Ferri;
  • Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho.

Vale lembrar que o sobrenome Diniz não tem relação com o empresário falecido Abilio Diniz, que popularizou a rede Pão de Açúcar no Brasil. A família Coelho Diniz é dona de uma rede de supermercados no interior de Minas Gerais, com mais de 20 lojas em operação.

*Com informações do Money Times.

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