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DUAS NOVAS ESTAÇÕES

Estações até Taboão da Serra: Motiva (MOTV3) e Estado de São Paulo anunciam investimentos de quase R$ 4 bilhões para ampliar Linha 4

O Estado investirá quase R$ 3 bilhões do total, como parte do acordo de reconhecimento de prejuízos financeiros da empresa após atrasos nas entregas de estações da linha

Vista aérea de um pátio de manutenção e estacionamento de trens da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo. Dezenas de composições modernas, de cor cinza com faixas amarelas na frente e nas laterais, estão estacionadas lado a lado em várias linhas férreas. Os trens têm janelas frontais amplas e um design aerodinâmico. Ao fundo, pode-se ver a paisagem urbana com edifícios residenciais e comerciais de diferentes alturas, alguns mais antigos e outros mais modernos, sob um céu claro e ensolarado. A imagem transmite uma sensação de organização e infraestrutura de transporte público.
Trens Linha 4-Amarela - Imagem: Divulgação

A Motiva (MOTV3), ex-CCR, anunciou na manhã desta segunda-feira (29) a assinatura de um acordo entre sua subsidiária, a ViaQuatro, e o Estado de São Paulo para formalizar os investimentos na extensão da Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão da Serra.

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A extensão contempla aproximadamente 3,3 km, duas novas estações — Chácara do Jockey e Taboão da Serra —, seis novos trens e uma subestação de energia. 

Os investimentos necessários são de R$ 3,9 bilhões, dos quais o governo estadual irá aportar quase R$ 3 bilhões por meio de financiamento pelo Banco Mundial, como parte de um reconhecimento de prejuízo financeiro para a ViaQuatro devido a atrasos na entrega das obras nas estações da linha.

Atraso na ampliação da Linha 4

O acordo prevê, segundo o fato relevante, um reconhecimento oficial de que houve desequilíbrio econômico e financeiro na concessão. Isso porque os atrasos do Estado na entrega das obras da Fase II da Linha 4 resultaram em perda de receita tarifária para a ViaQuatro, no valor de R$ 531,7 milhões.

Os atrasos mencionados referem-se à demora na entrega e operação completa das últimas estações previstas no projeto original da linha, que foi dividida em fases. A Fase II era composta pelas estações: Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia.

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Embora as obras civis fossem de responsabilidade do Estado de São Paulo, a ViaQuatro era a concessionária que deveria operar essas estações e se beneficiar da receita tarifária (bilheteria) gerada pelos novos passageiros. O que ocorreu foi uma demora significativa na entrega dessas estações. A da Vila Sônia, por exemplo, só foi inaugurada em 2021, sete anos após o prazo original previsto.

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Com o reconhecimento desse prejuízo, além do financiamento de quase R$ 3 bilhões, o Estado concordou em realizar a prorrogação antecipada do Contrato de Concessão da ViaQuatro por mais 20 anos — assim, o prazo final deixa de ser 2040 e vai para 2060. 

Além disso, a ViaQuatro ganhou o direito de aumentar em R$ 0,4230 a tarifa por passageiro já válida desde o começo do mês. A ViaQuatro também ficou com o direto de receber as tarifas pagas pelos novos passageiros que passarão a usar a Linha 4-Amarela por causa da extensão até Taboão da Serra.

Motiva avança em agenda estratégica

A Motiva apresentou avanços importantes em sua agenda estratégica durante seu Investor Day realizado na última semana, segundo o BTG Pactual.

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Os analistas do banco destacam que a companhia de mobilidade e infraestrutura reforçou metas de eficiência e apresentou uma revisão de portfólio prezando maior disciplina na alocação de capital.

Uma das grandes ambições da empresa é reduzir o peso das despesas operacionais sobre a receita. Em outras palavras, a Motiva quer gastar proporcionalmente menos com custos do dia a dia — como manutenção, pessoal e serviços — para cada real faturado.

Hoje, essas despesas representam cerca de 41% da receita, e a meta é reduzir esse número para 28% até 2035. Quanto menor essa fatia, maior a eficiência e o potencial de rentabilidade da companhia.

O movimento será sustentado por simplificação de portfólio, com a saída integral do segmento de aeroportos e desinvestimento parcial em mobilidade urbana, além de ganhos com tecnologia, automação e escala.

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O BTG manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 17,00, o que representa um potencial de valorização de cerca de 15% em relação à cotação atual.

*Com informações do Money Times

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