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DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata

A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções

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25 de março de 2025
12:42 - atualizado às 14:00
Caminhões do Grupo Vamos (VAMO3) dispostos em um estacionamento
Imagem: Grupo Vamos

Pouca coisa pode parar a Vamos (VAMO3) nesta terça-feira (25): a ação dispara mais de 17% depois que a empresa divulgou os primeiros resultados após a cisão dos negócios de locação e concessionáriaum processo concluído no final do ano passado.

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Por volta de 12h35, a ação VAMO3 subia 17,03%, cotada a R$ 5,02, e fechou o dia com ganho de 15,62%, a R$ 4,96. No mês, o papel acumula 30,2% de alta. No ano, o ganho é mais modesto: 4,4%.

O desempenho vem na sequência do resultado da Vamos no quarto trimestre de 2024, quando a companhia reportou lucro líquido de R$ 213,2 milhões — uma alta de 17,6% ante igual período de 2023.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciação) da Vamos cresceu 27,6%, para R$ 882,4 milhões. Enquanto isso, a receita líquida atingiu R$ 1,230 bilhão, alta anual de 40,3%. 

O resultado foi impulsionado principalmente pela expansão de receita dos serviços de locação (+26%), e de venda de ativos de locação (+34%), "reforçando dinâmica favorável em ambos ambientes de negócios", segundo a companhia.

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Vamos: o que vem por aí

No acumulado de 2024, o lucro líquido da Vamos atingiu R$ 779,2 milhões, alta de 56,6% na comparação com 2023. 

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O Ebitda somou R$ 3,4 bilhões, crescimento anual de 31,8%, enquanto a receita líquida registrou subiu 32,4%, para R$ 4,7 bilhões.

Olhando para 2025, Gustavo Couto, CEO da Vamos, projeta um ano de expansão saudável combinado com a continuidade da redução da alavancagem

A companhia fechou dezembro de 2024 com o indicador em 3,3 vezes ante 3,21 vezes no trimestre imediatamente anterior.

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Ainda sobre as perspectivas para este ano, o executivo avalia que há uma "demanda consistente" pelos serviços de locação em meio à taxa elevada de juros, que inibe investimentos, incluindo a compra de veículos próprios por empresas. 

Está barata: BTG recomenda ter a ação da Vamos na carteira

Segundo o BTG, os resultados vieram em linha com as projeções do banco, exceto o lucro líquido, que superou as estimativas. 

Como ponto negativo, os analistas Luca Marquiori e Fernanda Recchia destacam o crescimento mais fraco na divisão de locação em meio a R$ 232 milhões em reintegrações de posse de ativos 

A divisão de locação registrou receita líquida de R$ 1,1 bilhão — alta de 27% em base anual e queda de 1% na comparação trimestre contra trimestre, em linha com o esperado —, impulsionada principalmente pelas receitas com vendas de ativos (+34% em base anual), enquanto as receitas de serviços cresceram 26% ano a ano. 

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Segundo o BTG, com a conclusão da reestruturação societária — com a transferência da concessionária para a Automob — a empresa agora se concentrará exclusivamente no negócio de locação, reduzindo o ciclo dos negócios. 

Olhando para o futuro, a dupla de analistas espera que o mercado monitore de perto:

  • A realocação de ativos;
  • A execução da estratégia Sempre Novo;
  • As tendências de demanda de locação;
  • A disciplina de preços;
  • A gestão da estrutura de capital.

“Apesar da avaliação barata da empresa, avaliamos que o mercado esperará pela consistência operacional antes de recuperar a confiança no caso”, diz a dupla de analistas. 

O BTG tem recomendação de compra para a ação da Vamos, com preço-alvo de R$ 15 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 249,6% sobre o fechamento anterior. 

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