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ENERGIA POSITIVA

Dois fatores devem dar à Petrobras (PETR4) a combinação perfeita para dividendos adicionais e valorização da ação; veja quais são, segundo o BTG

Na visão do banco, a estatal tem uma assimetria positiva que justifica a visão fora do consenso — e que ainda não atingiu seu ápice

Money Times
18 de setembro de 2025
14:21 - atualizado às 13:21
Fachada da sede da Petrobras (PETR3; PETR4)
Fachada da sede da Petrobras (PETR3; PETR4) - Imagem: Agência Petrobras

A Petrobras (PETR4) conquistou o otimismo do BTG Pactual, que mantém uma visão fora do consenso sobre a petroleira. Na avaliação do banco, a estatal tem uma assimetria positiva de revisões para cima na produção e revisões para baixo em despesas de capital (capex) e despesa operacional (opex).

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Além disso, os analistas do BTG afirmam que o cenário eleitoral em 2026 pode ajudar ainda mais na valorização das ações da Petrobras.

Isso se dá por conta das premissas do atual Plano de Negócios, que consideram o petróleo tipo Brent a US$ 83/barril, enquanto a média no acumulado do ano está mais próxima de US$ 70/barril.

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“A combinação de maior geração de caixa em 2026, derivada de maior produção, somada a menores capex e opex, pode levar os investidores a colher dividendos adicionais mais rapidamente e em magnitude maior do que atualmente precificado”, afirma o BTG.

Na projeção dos analistas, cada redução de US$ 1 bilhão em capex/opex poderia elevar o rendimento de dividendos em cerca de 0,5% em 2026.

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Enquanto isso, os desembolsos previstos para 2025 (US$ 2,5 bilhões em etanol e pré-sal) devem reduzir o yield (retorno) para aproximadamente 8%, de acordo com o banco.

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O BTG mantém recomendação de compra para a Petrobras, com preço-alvo de R$ 44 (potencial de alta de 39,02%). Já para o American Depositary Receipt (ADR) da estatal, o preço-alvo é de US$ 15.

Preço do Brent afeta os dividendos

Segundo os analistas do BTG, cada variação de US$ 5 por barril do Brent implica acréscimo de cerca de 1,3 ponto no retorno de dividendos (dividend yield) da Petrobras.

A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta crescimento da demanda de 2,7 milhões de barris/dia em 2025 e de 2,1 milhões em 2026, superando os acréscimos de oferta.

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Ainda assim, os preços devem continuar a encontrar suporte em riscos geopolíticos e ameaças de interrupção de fornecimento da commodity.

“Acreditamos que esse cenário pode levar os investidores a revisitar suas premissas sobre o preço do petróleo”, afirmam os analistas do BTG.

  • VEJA TAMBÉM: Descubra como os gigantes do mercado estão investindo: o podcast Touros e Ursos traz os bastidores toda semana; acompanhe aqui

Petrobras: um player eleitoral

O BTG ainda destaca que a Petrobras deve ser vista também como um player eleitoral, já que uma maior clareza fiscal e estabilidade macro em 2026 podem reduzir o custo de capital e contribuir para uma valorização das ações PETR4.

Com pares regionais negociando a um prêmio de 20% em valor de mercado/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a convergência implicaria potencial de valorização de aproximadamente 30%.

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“O primeiro gatilho segue sendo a confiança dos investidores na sustentabilidade dos dividendos, capazes de compensar o risco político.”

O BTG enxerga o Plano de Negócios 2026-2030 como um marco importante, embora sua validade provavelmente se limite a um ano devido ao ciclo eleitoral de 2026 e à possibilidade de mudança na direção estratégica sob uma nova administração.

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