Muito além do Itaú (ITUB4): qual o plano da Itaúsa (ITSA4) para aumentar o pagamento de dividendos no futuro, segundo a CFO?
Uma das maiores pagadoras de dividendos da B3 sinaliza que um novo motor de remuneração está surgindo

Já consolidada no topo da lista das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira, a Itaúsa (ITSA4) pode abrir um novo capítulo na sua política de remuneração ao acionista — e, desta vez, o motor desse crescimento pode vir de além do Itaú Unibanco (ITUB4), seu principal ativo histórico.
A sinalização partiu da diretora financeira (CFO) da holding, Priscila Grecco, durante um evento voltado ao investidor pessoa física realizado na manhã desta segunda-feira (1º), na sede da B3, em São Paulo.
Segundo ela, o potencial para turbinar dividendos tem relação direta com a evolução acelerada dos resultados do portfólio não financeiro, que vem ganhando peso dentro da holding.
- VEJA TAMBÉM: Hora de voltar para a BOLSA BRASILEIRA? Estas AÇÕES merecem sua atenção - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Hoje, o portfólio da Itaúsa reúne sete companhias que, juntas, somam R$ 170 bilhões em valor de mercado:
- Itaú Unibanco (ITUB4);
- Dexco (DXCO3), de materiais de construção;
- Alpargatas (ALPA4), de marcas de calçados;
- Motiva (MOTV3), concessões de ativos de infraestrutura e transporte;
- Aegea, de saneamento básico;
- Copa Energia, de gás liquefeito;
- NTS, transportadora de gás natural no Sudeste.
Segundo Grecco, a disciplina financeira e a consistência ajudaram a Itaúsa a permanecer entre as maiores pagadoras de dividendos da B3 nos últimos anos — posição reforçada pela chuva de proventos anunciada nesta manhã.
A maior distribuição de dividendos da história da Itaúsa
A holding anunciou R$ 8,7 bilhões em dividendos extraordinários para dezembro, antecipando pagamentos por conta das mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Com isso, a distribuição total em 2025 chega perto dos R$ 11,9 bilhões — um avanço de 24% na comparação anual e o maior patamar já anunciado na história da Itaúsa.
Leia Também
O movimento coloca a companhia entre os destaques de remuneração com dividendos (dividend yield) da bolsa, com uma taxa projetada entre 9% e 10%.
- SAIBA MAIS: Descubra o que os especialistas do BTG estão indicando agora: O Seu Dinheiro reuniu os principais relatórios em uma curadoria gratuita para você
A virada do jogo: o avanço do portfólio não financeiro
Historicamente, o pagamento de dividendos da Itaúsa sempre esteve ancorado no Itaú Unibanco. O banco distribui dividendos robustos e a holding repassa 100% desses valores aos acionistas.
Já os proventos do setor não financeiro costumam ser retidos pela Itaúsa para cobrir gastos de estrutura, dívidas e novas oportunidades de investimento.
Mas esse arranjo está mudando. Grecco revelou que os dividendos provenientes do portfólio não financeiro estão “bastante expressivos”.
Enquanto há cerca de três anos esse segmento gerava em torno de R$ 500 milhões à Itaúsa, em 2025 o número já se aproxima de R$ 850 milhões. Isto é, um salto de quase 18% frente a 2022.
A evolução abre espaço para uma nova perspectiva: “No médio a longo prazo, seremos capazes de distribuir dividendos para além do setor financeiro”, afirmou a CFO.
O portfólio não financeiro reúne empresas líderes em seus segmentos, como a Dexco (materiais de construção e decoração), Alpargatas (controladora da Havaianas), Motiva (infraestrutura e mobilidade), Aegea (saneamento básico), Copa Energia (GLP) e a NTS (transporte de gás natural).
Desconto das ações ITSA4 e janela para o investidor
Apesar da forte valorização das ações em 2025 — alta de quase 46% de ITSA4 no ano, ante 24% do Ibovespa — Grecco afirma que ainda existe um desconto expressivo nos papéis da holding.
Hoje, a Itaúsa vale R$ 128 bilhões, enquanto o portfólio marcado a mercado chega a R$ 170 bilhões.
Se os ativos não listados fossem avaliados ao valor justo, o total subiria para R$ 177 bilhões, de acordo com a executiva.
Na prática, isso implicaria um desconto implícito entre 25% e 28%, de acordo com ela — nível que a administração considera “muito acima do justo” e que representaria uma oportunidade para quem mira o longo prazo.
Reforma Tributária: menos impostos, mais caixa e mais potencial de valorização
Outro ponto que deve reforçar a tese de valorização das ações ITSA4, de acordo com Grecco, é o ganho fiscal proporcionado pela Reforma Tributária.
A partir de 1º de janeiro de 2027, a holding deixará de pagar PIS/Cofins sobre os juros sobre capital próprio (JCP) recebidos das empresas investidas — um gasto anual de R$ 600 milhões a R$ 650 milhões.
Essa economia recorrente tende a reduzir o desconto das ações ao longo do tempo: “É uma despesa a menos e um caixa que passa a permanecer na companhia”, disse a CFO.
PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO