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As novas regras afetarão as graduações de ensino à distância nos cursos de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia
As empresas de educação terão um prazo de dois anos para se adequarem às novas regras do ensino à distância, que proíbe graduação remota para alguns cursos.
Mas tem uma pegadinha. O Ministério da Educação (MEC) confirmou, nesta quarta-feira (21), que os cursos à distância afetados pelas novas regras da pasta não poderão mais matricular novos alunos já a partir de agosto deste ano. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.
Estudantes já matriculados terão o direito de concluir a formação no mesmo formato em que ingressaram, mas novos alunos não poderão mais ingressar. Com isso, essas graduações passam a ser classificadas como cursos “em extinção” na plataforma do MEC.
O marco regulatório para o ensino à distância (EaD) proíbe a oferta de cursos remotos nas áreas de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia.
As ações das duas maiores empresas de educação na bolsa brasileira, a Cogna (COGN3) e a Yduqs (YDUQ3), tiveram uma semana complicada nos ralis após as novas regras terem sido assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No acumulado desta semana, a Cogna teve queda forte de 9,84%, enquanto a Yduqs tombou com menos força, cerca de 3,57%.
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Apesar disso, no pregão desta quinta-feira (22), ambas as gigantes da educação encerraram o dia no azul. A COGN3 subiu 2,51%, negociada a R$ 2,86, enquanto a YDUQ3 avançou 2,17%, a R$ 15,10.
O marco regulatório para o ensino à distância (EaD) recebeu elogios dos CEOs das maiores empresas de educação da bolsa brasileira, a Cogna (COGN3) e a Yduqs (YDUQ3), mas deve deixar as coisas mais caras para ambas.
De acordo com a Reuters, os presidentes-executivos das duas empresas elogiaram a medida em um evento na quarta-feira (21), afirmando que as novas regras trazem alinhamento nos formatos pedagógicos, embora também devam significar custos maiores.
“Tenho uma visão bastante positiva em relação ao novo marco regulatório [...] Ele traz aspectos que são positivos no sentido de alinhamento”, afirmou Roberto Valério, CEO da Cogna.
O que mudou para Valério? Com as definições um pouco mais claras, o novo marco reduz a possibilidade de construção de formatos pedagógicos muito diferentes, como se vê hoje no mercado.
Eduardo Parente, CEO da Yduqs, também elogiou o marco da EaD, destacando a relevância para a democratização da educação e a necessidade de que esse processo ocorra com qualidade, sendo a regulação um passo importante nesse sentido.
Mas ele também ressaltou que as novas regras irão “custar dinheiro”, apesar do objetivo ser encontrar formas tecnológicas de absorver os ônus e não repassar isso para o aluno.
Ambos os CEOs também destacaram a importância do prazo de dois anos para a adaptação ao novo regulamento.
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