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Estratégia comercial e redução de investimentos contribuem para elevação do preço-alvo do ADR para US$ 11, enquanto valuation e fluxo de caixa fazem o banco “pensar duas vezes”

A semana começa com uma boa notícia para a mineradora Vale (VALE3). Segundo o BTG Pactual, a empresa vem mostrando avanços na estratégia comercial e na disciplina de investimentos. Por causa disso, o banco elevou o preço-alvo dos recibos de ações da companhia negociados em Nova York (ADRs), que passou de US$ 10 para US$ 11.
A recomendação do banco para os papéis da empresa, porém, continua neutra. O motivo da cautela é o valuation, que ainda não oferece margem de segurança para uma recomendação de compra. Em outras palavras, os analistas acreditam que a Vale ainda não está barata o suficiente.
De acordo com o BTG, a mineradora está ajustando seu portfólio de minério de ferro para reduzir descontos frente ao índice internacional e capturar prêmios de preço. Essas medidas podem gerar novos números nas contas da mineradora, como ganhos de US$ 1 a US$ 3 por tonelada e impacto de mais de US$ 500 milhões por ano em Ebitda.
A instituição financeira ressalta também o anúncio feito pela Vale de uma redução de até US$ 500 milhões nos investimentos bilionários, o capex, previstos para 2025. A estimativa está entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, após a companhia já ter cortado a cifra para US$ 5,9 bilhões no início do ano.
Para 2026, a projeção é que o valor continue abaixo de US$ 6 bilhões.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, explicou que a alteração “não significa deixar de fazer nada que seja relevante e que esteja dentro dos nossos objetivos estratégicos. A redução se deve a essa busca de eficiência na alocação de capital em projetos”.
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Não acaba por aí: o banco também aponta que há dividendos extraordinários a caminho. O BTG projeta pagamentos entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão ainda neste ano.
Os segredos para esses valores são a resiliência do minério de ferro em torno de US$ 100 por tonelada, a expectativa de queda da dívida líquida ajustada para US$ 15 bilhões a US$ 16 bilhões até o fim do ano e a mudança no capex.
Mesmo com esses avanços, o BTG afirma que o fluxo de caixa livre projetado para 2026 deve ficar abaixo de 10% de yield. O número é considerado razoável, mas não suficiente para uma elevação de recomendação.
*Com informações do Money Times.
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