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O banco estatal busca ser o principal intermediário do mercado de carbono no Brasil e quer usar a sua penetração no agronegócio para alcançar mais projetos

O Banco do Brasil (BBAS3) está com uma nova e ambiciosa meta no horizonte: tornar-se o principal intermediário no mercado de carbono do país. E para isso, a conexão com o agronegócio é vista como fundamental.
De acordo com o banco estatal, a proximidade e relação com os produtores rurais deve ajudar na apresentação deste mercado e no desenvolvimento de projetos sustentáveis.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Marcelo de Campos e Silva, especialista em sustentabilidade do Banco do Brasil, afirmou que a agenda de crédito de carbono pode até destravar uma nova forma de pagamento de dívida.
“Já tivemos a experiência de um cliente que pagou uma dívida com o banco usando crédito de carbono. É um sinal de que esse mercado tende a ganhar uma dimensão maior ao longo do tempo”, disse ao portal.
Atualmente, a carteira de agronegócio do banco tem sido um problema e um peso. O setor tem exigido um volume maior de provisões contra inadimplência, ao mesmo tempo em que os indicadores de débito aumentam diante da alta taxa de juros do país.
A possibilidade de fomentar um novo valor para essa liderança do Banco do Brasil no agronegócio é bem-vinda neste momento.
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O banco estatal quer ser uma espécie de balcão único para centralizar as soluções relacionadas a créditos de carbono.
A ambição é grande: ter uma mesa de negociação proprietária que movimente mais de R$ 100 milhões em volume acumulado até 2030, ano em que o mercado regulado de carbono no Brasil deve estar funcionando a todo vapor.
Imagine que uma empresa emite gases poluentes no ar. Para compensar isso, ela pode comprar créditos de carbono de outra empresa ou financiar um projeto que reduza esses gases no ar.
Cada crédito representa uma tonelada de carbono que deixou de ir para a atmosfera. É uma forma de incentivar práticas mais sustentáveis e trabalhar a agenda de carbono zero.
No Brasil, esse mercado foi regulamentado em dezembro de 2024, mas ainda está dando seus primeiros passos. Muitas negociações acontecem diretamente entre as empresas, não via mesa de negociação.
Silva afirma que ainda não existe um hub no Brasil, como uma bolsa para o mercado de carbono, e que o Banco do Brasil quer ocupar justamente esse espaço.
A estratégia vai além de ligar quem vende a quem compra. O banco quer oferecer um serviço completo aos clientes:
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Um dos diferenciais do Banco do Brasil para essa empreitada é sua base de clientes e presença forte no campo.
A carteira de crédito do banco, que totaliza R$ 1,27 trilhão, é dividida quase igualmente entre pessoas físicas, empresas e o agronegócio. Os dois últimos são as duas pontas necessárias para a agenda de mercado de carbono.
O BB entende que pode chegar até produtores rurais que ainda não conhecem o mercado, mas que têm grande potencial para desenvolver projetos sustentáveis. O banco vê a agricultura de baixo carbono como uma área promissora.
Além disso, o banco afirmou ao portal que aposta na confiança que os produtores rurais têm na instituição.
Com o histórico de seus clientes nas duas pontas, o BB afirma poder verificar que um projeto de carbono está sendo desenvolvido de forma regular e sem problemas.
Casos em que o crédito adquirido não existe — um dos principais problemas do setor — não seriam um problema pelo cruzamento de dados.
O Banco do Brasil está aguardando algumas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central para oferecer mais segurança jurídica às suas operações.
A expectativa é que o lançamento da mesa de negociação de carbono aconteça ainda este ano. Isso porque em novembro o Brasil sediará a COP 30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, no Pará.
Testes iniciais já estão sendo feitos, intermediando transações entre bancos e empresas brasileiras interessadas em compensar suas emissões. O próprio Banco do Brasil será remunerado em créditos de carbono para trabalhar suas próprias metas de sustentabilidade.
*Com informações da Bloomberg Línea.
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