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Mesmo após cortar levemente o preço-alvo por causa dos juros nos EUA, banco reforçou recomendação de compra para a Totvs e afirmou que companhia segue como principal aposta de tecnologia na América Latina; integração da Linx e avanço da operação principal sustentam otimismo

O temor de que a Inteligência Artificial vá atropelar empresas tradicionais de software parece ainda não ter contaminado os analistas do JP Morgan. O banco reforçou a recomendação de compra para as ações da Totvs (TOTS3) — que chegou a ser apontada como uma potencial vítima da revolução da IA — e manteve a empresa como sua principal aposta em tecnologia na América Latina.
Mesmo reduzindo marginalmente o preço-alvo dos papéis de R$ 58 para R$ 57 ao fim de 2026, os analistas seguem enxergando um potencial de valorização de aproximadamente 77% em relação ao fechamento mais recente, de R$ 32,27.
O relatório do banco veio após os resultados do primeiro trimestre de 2026 e também marcou um refinamento das projeções depois da incorporação da Linx, concluída recentemente. Ainda assim, o JP Morgan praticamente não alterou suas estimativas consolidadas — o tom continuou amplamente positivo.
"A Totvs segue como nossa principal escolha em tecnologia na América Latina, combinando uma posição muito sólida no mercado brasileiro de Sistema Integrado de Gestão Empresarial (ERP, na sigla em inglês), um bom equilíbrio entre crescimento, margens e geração de fluxo de caixa livre, além de uma avaliação atrativa mesmo diante dos ventos contrários de curto prazo relacionados à aquisição da Linx”, escreveram os analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata.
Na visão do banco, a grande força da tese continua sendo o segmento de gestão da companhia, o “coração” da Totvs. A empresa possui cerca de 50% de participação de mercado entre as receitas vindas de ERP no Brasil, com foco em clientes de médio porte.
Segundo o JP Morgan, o ritmo de fechamento de novos contratos segue robusto mesmo em meio às preocupações do mercado sobre inteligência artificial e possíveis disrupções no setor de software corporativo.
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O time de análise chamou atenção para a evolução das margens da companhia. Excluindo os efeitos da Linx, a margem avançou 200 pontos-base no trimestre, apesar das mudanças tributárias relacionadas à folha de pagamentos terem pressionado parte dos custos.
Com base nisso, os analistas acreditam que as ações estão baratas.
“A Totvs está sendo negociada a 17,7 vezes o lucro projetado para 2026 e 15 vezes o lucro estimado para 2027, algo que consideramos atrativo para uma empresa que está crescendo receitas em um ritmo orgânico de aproximadamente 15% ao ano, enquanto os lucros avançam cerca de 19% ao ano, impulsionados por melhorias de margem e sinergias da Linx", escrevem em relatório.
Além disso, a Totvs apresenta uma elevada conversão de lucro em geração de caixa, com yield de fluxo de caixa livre de 5,6% em 2026, métrica que indica o retorno de caixa gerado pela empresa em relação ao seu valor de mercado.
"Encontrar pares comparáveis para a Totvs é um desafio, mas a Sage, que também atua com ERP, RH, contabilidade e folha de pagamento para pequenas e médias empresas, negocia a 19 vezes o lucro estimado para 2026, indicador conhecido como preço sobre lucro, apesar de ter crescimento de lucro esperado entre 10% e 13% nos próximos anos", diz o banco.
Apesar do otimismo, o banco reduziu ligeiramente o preço-alvo da ação. Mas o motivo não teve relação direta com a operação da companhia.
Segundo os analistas, o ajuste ocorreu principalmente por conta do aumento da taxa livre de risco nos Estados Unidos, o que elevou o custo de capital (WACC) utilizado no modelo de valuation de 11,8% para 12%.
O JP Morgan chegou a afirmar que, caso mantivesse o mesmo WACC anterior, o preço-alvo teria subido para R$ 59.
Embora a integração da Linx — empresa de softwares para varejo adquirida pela Totvs para ampliar sua presença no segmento de comércio e fortalecer sua atuação além dos sistemas tradicionais de gestão empresarial — ainda represente um desafio operacional relevante, o JP Morgan deixou claro que enxerga espaço para geração de sinergias importantes nos próximos anos.
O banco destaca que a Totvs possui vantagens competitivas relevantes no mercado brasileiro de softwares corporativos, especialmente entre pequenas e médias empresas.
“Esperamos sinergias relevantes com a aquisição da Linx e vemos a TechFin como uma opcionalidade de baixo custo na oportunidade de bancarização do ERP”, afirmou o JP Morgan.
Hoje, a avaliação do banco considera o negócio de software da companhia valendo R$ 54,8 por ação, enquanto a participação de 50% na joint venture TechFin com o Itaú adicionaria mais R$ 2 por papel.
Apesar da visão positiva, o relatório também lista riscos importantes para a tese. O principal temor do JP Morgan é que a Totvs encontre dificuldades para continuar expandindo seu mercado endereçável, com um crescimento das receitas mais lento.
Além disso, o banco cita explicitamente o avanço da inteligência artificial como uma ameaça potencial ao modelo tradicional de ERP baseado em licenças e usuários. Outro risco destacado é justamente a integração da Linx.
“Falhas na integração da Linx ou na captura das sinergias esperadas podem impactar negativamente o crescimento e a lucratividade da Totvs”, escreveu o banco.
O JP Morgan também alerta para o aumento da complexidade operacional da companhia à medida que ela expande atuação para novas verticais.
Ainda assim, o saldo final do relatório foi favorável à empresa — e suficiente para manter a Totvs no topo da lista de ações preferidas do banco no setor de tecnologia latino-americano.
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