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NOVAS ESTIMATIVAS

Após privatização e forte alta, Axia Energia (AXIA3), Ex-Eletrobras, ainda tem espaço para avançar, diz Safra

O banco Safra atualizou seus modelos com os resultados recentes, a nova política de dividendos e premissas revisadas para preços de energia

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22 de novembro de 2025
18:35 - atualizado às 10:36
energia elétrica
Imagem: Shutterstock

O banco Safra reforçou a recomendação outperform (equivalente a compra) para a Axia Energia, antiga Eletrobras, após atualizar seus modelos com os resultados recentes, a nova política de dividendos e premissas revisadas para preços de energia.

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O banco fixou preço-alvo de R$ 71,40 para AXIA3 e R$ 77,60 para AXIA6, o que indica retorno potencial de 17% e 22% em 12 meses.

Segundo o Safra, mesmo após forte valorização no ano, a antiga Eletrobras continua atrativa, com TIR estimada de 12% e dividend yield médio de 8% entre 2025 e 2027. A avaliação é parecida com a do Bradesco BBI, que nesta semana elevou o preço-alvo para AXIA6 a R$ 86 .

O Safra destaca que a Axia segue beneficiada pelos preços elevados de energia, já que 7% a 36% de seu balanço energético está disponível para negociação até 2027. O banco trabalha com preço médio de R$ 166/MWh nos próximos anos.

A nova política de dividendos — que estabelece alavancagem entre 3,0x e 4,25x dívida líquida/Ebitda — também deve sustentar pagamentos maiores, afirma o Safra.

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O banco ajustou suas estimativas incorporando eficiência de custos, provisões menores, a venda da Eletronuclear e novas projeções para preços spot. Agora, o Safra projeta que o Ebitda da Axia deve crescer, em média, 7,9% ao ano entre 2026 e 2028, com a empresa entregando um dividend yield próximo de 8% nesse período.

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Na avaliação do banco, que usa uma taxa de desconto de 9,8%, a ação negociaria a cerca de 8 vezes o Ebitda estimado para 2026 no preço-alvo. Hoje, a rentabilidade implícita da ação — uma TIR de 12% — ainda está acima da média dos concorrentes, que é de cerca de 9,7%.

Entre os riscos, o banco cita preços de energia menores que o esperado, custos mais altos, decisões judiciais negativas e má alocação de capital.

A maior elétrica da América Latina anunciou no mês passado a mudança de sua marca, abandonando o nome “Eletrobras” após três anos da privatização e do início de um longo processo de arrumação de casa, que passou por redução de custos e contingências, vendas e descruzamento de ativos, além da finalização de importantes obras inacabadas, como o linhão Manaus-Boa Vista.

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Esse trabalho proporcionou uma diminuição de riscos e incertezas associados à Axia, o que abriu caminho para uma distribuição recorde de dividendos e novas apostas de crescimento para o futuro, disse à Reuters o CEO Ivan Monteiro.

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