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OpenAI lança nesta terça-feira o ChatGPT Atlas e coloca à prova o domínio de duas décadas do Google Chrome como principal navegador dos internautas
A OpenAI, dona do ChatGPT, acaba de revelar o próximo passo na disputa com o Google: o ChatGPT Atlas, um navegador de web com inteligência artificial (IA). A ferramenta foi lançada nesta terça-feira (21) com o objetivo de reinventar o jeito como navegamos na internet — e, de quebra, desafiar o domínio de duas décadas do Google Chrome.
Ao contrário dos navegadores tradicionais, o Atlas foi construído com o ChatGPT como núcleo funcional. Em outras palavras, a IA não será um complemento: ela é o coração pulsante do sistema.
Em qualquer página, o usuário pode abrir uma barra lateral do ChatGPT e pedir à IA para resumir textos, comparar produtos, analisar planilhas ou até gerar relatórios sem precisar trocar de aba do navegador ou copiar e colar nada.

Mas o verdadeiro trunfo é o Modo Agente, um recurso que permite ao ChatGPT interagir diretamente com sites e executar tarefas de ponta a ponta. Na prática, a IA pode planejar uma viagem, buscar passagens, preencher formulários e concluir a compra — tudo dentro do navegador.
“Este lançamento marca um passo em direção a um futuro em que a maior parte do uso da web acontece por meio de sistemas de agentes, onde você pode delegar a rotina e se concentrar no que é mais importante”, disse a OpenAI, em nota.
O Atlas chega primeiro ao macOS, com versões para Windows, iOS e Android prometidas “em breve”. Todos os usuários poderão testar o navegador, mas o Modo Agente será restrito inicialmente a assinantes Plus e Pro.
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Desde a explosão da IA generativa, os navegadores viraram o novo front da disputa entre gigantes de tecnologia.
Depois que milhões de usuários passaram a usar chatbots como mecanismo de busca, o Google Chrome, com seus 3 bilhões de usuários, deixou de ser intocável.
A OpenAI, que já havia sinalizado interesse em comprar o Chrome caso o Google fosse forçado a vendê-lo por decisão antitruste nos EUA, agora parte para o confronto direto.
Com o Atlas, a empresa agora aposta em uma navegação mais inteligente, personalizada e capaz de substituir gradualmente o ato de “buscar” por “pedir”.

Enquanto isso, o Google tenta se defender incorporando o Gemini — seu modelo de IA — ao Chrome, e startups como Perplexity e The Browser Company já lançaram os próprios navegadores com recursos semelhantes.
O que OpenAI quer é dar um passo além: criar um navegador que pensa e age pelo usuário, transformando o ChatGPT em uma espécie de copiloto digital para toda a internet.
Dois recursos destacam o potencial do Atlas: a Memória de Navegação e o Modo Agente.
O Atlas traz uma memória integrada, o que possibilita que o navegador se torne mais inteligente e útil ao longo do tempo, já que o ChatGPT poderá se lembrar de contextos e atividades anteriores.
Isso significa que o navegador pode sugerir ações com base no histórico do usuário, como resgatar sites visitados, resumir artigos antigos ou reunir informações sobre vagas de emprego vistas na semana passada.
A memória do ChatGPT é integrada ao Atlas. Isso permite que o navegador se torne mais inteligente e útil ao longo do tempo, pois lembra-se do contexto dos sites que você visita e o recupera quando necessário.
As memórias do navegador permitem que o ChatGPT ofereça sugestões mais inteligentes, como criar uma lista de tarefas a partir de atividades recentes.
A OpenAI afirma que esse recurso é opcional e transparente: o usuário pode revisar, arquivar ou apagar memórias a qualquer momento — e apagar o histórico de navegação elimina os registros associados.
Mas é o Modo Agente que deve definir o sucesso do ChatGPT Atlas. Além de automatizar tarefas cotidianas, ele é capaz de ler e interpretar páginas, executar ações, aprender com o contexto da navegação e planejar eventos ou agendar compromissos.
Em termos práticos, um usuário pode dar uma receita ao ChatGPT e pedir que ele encontre um supermercado, adicione todos os ingredientes ao carrinho e faça o pedido para sua casa.

Ainda assim, a OpenAI reconhece que o agente está em fase inicial e pode falhar em fluxos complexos.
Além disso, por segurança, o sistema não pode baixar arquivos, instalar extensões ou acessar dados confidenciais sem permissão explícita.
O ChatGPT Atlas foi lançado mundialmente hoje. O novo navegador pode ser baixado em chatgpt.com/atlas.
O login é feito com a conta do ChatGPT e o processo de migração é simples: é possível importar favoritos, senhas e histórico de navegação de outros navegadores.
Por enquanto, o Atlas está disponível para usuários Free, Plus, Pro e Go no macOS, em fase beta para contas Business, e poderá ser habilitado para Enterprise e Edu.
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