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Depois da queda impulsionada por acusações de racismo e sexualização, papéis da varejista de moda voam em Wall Street com ajuda do presidente dos EUA
O termômetro subiu em Wall Street. As ações da American Eagle (AEO) dispararam 23,7% nesta segunda-feira (5), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter publicado um elogio para lá de entusiasmado à polêmica campanha publicitária da marca, estrelada por Sydney Sweeney.
O post viral na rede Truth Social descreveu o comercial como “o mais quente que existe”, exaltou a atriz como “republicana registrada”, e ainda lançou um chamado direto ao consumo: “Vá comprá-los, Sydney!”
Na semana passada, veio à tona que a atriz é registrada junto ao Partido Republicano, de Trump, desde junho de 2024.
O comentário de Trump foi suficiente para colocar fogo na ação da varejista, que fechou em forte alta ontem. O volume de negociações passou de US$ 60 milhões no dia, número seis vezes maior que a média dos últimos três meses. Nos últimos cinco dias, os papéis acumulam alta de 10,4%, ainda que, no acumulado do ano, a queda seja de 33,8%.
O apoio político veio em boa hora para a American Eagle. A campanha com Sweeney — batizada de “Sydney Sweeney Has Great Jeans” — foi duramente criticada por supostamente reforçar padrões racistas e sexualizar a imagem da atriz.
Os vídeos, que brincavam com as palavras jeans e genes (genética), chegaram a ser acusados de fazer apologia à eugenia. Colocada na fogueira do cancelamento, a marca decidiu apagar o conteúdo e optar pelo silêncio diante da crise.
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Antes da reviravolta, o JPMorgan chegou a rebaixar a recomendação para os papéis da American Eagle, citando os riscos de imagem e os efeitos da campanha sobre a rentabilidade da companhia.
Mais do que apenas um comentário, a publicação de Trump foi vista como um selo de aprovação ideológica.
Ao associar a campanha a valores republicanos e ironizar o movimento “woke”, ele transformou uma crise de imagem em símbolo cultural. E, no processo, reacendeu o interesse do mercado.
Na frase final do post, Trump deixou claro seu ponto de vista. “A maré virou de verdade. Ser WOKE é para perdedores, ser republicano é o que você quer ser”.
O mercado ouviu. E comprou. Mas, aparentemente, a “febre” já passou. Nesta terça-feira (5), por volta das 11h15 (horário de Brasilia), as ações da American Eagle (AEO), negociadas na bolsa de Nova York (Nyse), operavam em queda de mais de 8%, cotadas a US$ 12,17.
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