O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Diluição dos acionistas da petroquímica afundada em dívidas parece cada vez mais inevitável — e a Petrobras vai ter que colocar dinheiro se não quiser perder sua fatia
A situação financeira da Braskem (BRKM5) se deteriora rapidamente, e quem pode acabar pagando o pato de uma solução para isso são os dividendos da Petrobras (PETR4), segundo o BTG Pactual. A petroleira tem 49% do capital da petroquímica.
O banco desenhou algumas saídas para a empresa, que está afundada até o pescoço em dívidas (você pode entender melhor a situação nesta reportagem), e a diluição dos atuais acionistas parece ser provável.
Ainda mais considerando que, recentemente, a Braskem contratou uma assessoria para tentar reorganizar sua estrutura de capital.
Em relatório, os analistas do BTG destacam que esse movimento sinaliza que a empresa pode estar considerando converter parte da dívida em ações. Ou seja, transformar credores em sócios em troca do valor devido — com a emissão de ações que diluiriam fortemente os acionistas atuais.
Caso isso aconteça, a Petrobras teria que colocar um bom dinheiro na companhia para manter a atual participação.
“Em nosso cenário-base, assumimos que a Petrobras injete capital para manter até 49% de participação (evitando a consolidação integral) e não consideramos diferenças entre classes de ações. Se 25% da dívida da Braskem (US$ 1,7 bilhão) fossem convertidos em ações, a Petrobras precisaria aportar mais US$ 1,7 bilhão adicionais para evitar diluição”, escreve o time do BTG em relatório.
Leia Também
O banco estima que a conversão de 25% da dívida resultaria em uma diluição de 75%.
Com base nas estimativas do BTG, a alavancagem da Braskem cairia para 2,6 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2026 — frente às 10,6 vezes atuais.
Na visão do BTG, isso cria espaço para a empresa se beneficiar no caso de uma melhora no atual ciclo de baixa da indústria petroquímica, um dos fatores que jogou a companhia na situação atual.
No entanto, a Petrobras teria que continuar espelhando qualquer conversão da dívida para preservar sua fatia, o que impactaria diretamente o retorno aos acionistas, de acordo com o relatório.
“Nesse cenário, estimamos que o dividend yield da Petrobras seria reduzido em cerca de 0,8 ponto porcentual, para 8,2%”, diz o banco. Veja abaixo como diferentes percentuais de conversão da dívida poderiam afetar os proventos da estatal:
| Conversão da dívida da Braskem | Necessidade de injeção de capital pela Petrobras | Dividend yield estimado para a Petrobras (2025) |
|---|---|---|
| 5% | US$ 0,3 bilhão | 8,90% |
| 10% | US$ 0,7 bilhão | 8,70% |
| 15% | US$ 1,0 bilhão | 8,60% |
| 20% | US$ 1,4 bilhão | 8,40% |
| 25% | US$ 1,7 bilhão | 8,20% |
| 30% | US$ 2,1 bilhões | 8,10% |
| 35% | US$ 2,4 bilhões | 7,90% |
| 40% | US$ 2,8 bilhões | 7,70% |
| 45% | US$ 3,1 bilhões | 7,50% |
O ponto de maior preocupação para a Braskem é o ano de 2028, quando ocorre o vencimento mais crítico da sua dívida. “Embora os credores pudessem esperar até lá, o enfraquecimento do perfil financeiro da companhia aumenta o risco de enfrentar esse período em uma posição muito mais frágil”, diz o relatório.
Um fator crucial para a liquidez de curto prazo é a renegociação da Linha de Crédito Rotativa (RCF, na sigla em inglês). No entanto, essa tarefa é complexa, dada a sucessão de rebaixamentos de crédito que a Braskem sofreu.
“No geral, a tese para ação tornou-se mais difícil: o risco de diluição está agora claramente na mesa e, com alternativas limitadas, a perspectiva para os atuais acionistas parece cada vez mais difícil”, ressalta o banco.
Banco destaca resiliência da Vale frente a outras mineradoras e projeta forte fluxo de caixa, mesmo com pressão de custos
A empresa diz que o contínuo ciclo de baixa da indústria petroquímica mantém os preços e os spreads pressionados, o que prejudica suas receitas. Por outro lado, as dívidas da empresa continuam crescendo como uma bola de neve
Antonio Carlos Garcia ocupava o cargo desde janeiro de 2020 e renunciou para assumir a posição na Azul, no lugar de Alexandre Wagner Malfitani
A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos
As mudanças na estatal ocorrem por conta das eleições de outubro, já que quem for se candidatar precisa deixar os cargos no Executivo até hoje (4)
Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa
Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios
Mineradora mais que dobra reservas e segue entregando, mas banco afirma que boa parte da história já está no preço
Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa
Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG