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A Fitch e a S&P Global cortaram as notas de crédito para a Braskem nos últimos dias — e por motivos muito parecidos. Quais as preocupações dos analistas?

Agora com uma nova assessoria em busca de alternativas para lidar com seus problemas financeiros, a Braskem (BRKM5) encontra-se com um risco considerável de “default”, ou nível de calote. Pelo menos, essa é a avaliação de duas renomadas agências de classificação de risco.
Na última sexta-feira (26), a Fitch Ratings e a S&P Global Ratings anunciaram cortes nas notas de crédito da petroquímica:
As duas revisões negativas tiveram como premissa o persistente consumo de caixa pela petroquímica e a necessidade de amortizar dívidas que vencem a partir de 2028.
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Para a Fitch, a contratação de assessores financeiros “ressalta a pressão sobre o perfil financeiro da Braskem e mostra a crescente probabilidade de inadimplência ou de reestruturação da dívida no curto a médio prazo”.
A S&P vai na mesma linha: segundo a agência, há uma probabilidade elevada de reestruturação da dívida nos próximos seis meses.
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Segundo as agências, o que está em jogo é a capacidade da Braskem de manter acesso aos mercados de dívida e de capitais.
Na visão da Fitch, a pressão sobre os spreads petroquímicos — que provavelmente permanecerão em baixa até 2028 — indica que a alavancagem da empresa seguirá elevada.
Com isso, a petroquímica agora enfrenta um cenário em que a liquidez, antes considerada um ponto forte, se tornou um risco-chave, de acordo com os analistas.
Segundo a agência, a contratação de assessores financeiros pode indicar que uma reestruturação está se aproximando ou que medidas prejudiciais aos detentores de títulos, os bondholders, poderão ser necessárias.
No cenário-base da Fitch, a empresa pode não ter caixa suficiente já no próximo ano para honrar os vencimentos de dívida de 2028.
Por sua vez, a S&P avalia que a liquidez pode encolher rapidamente, dependendo da taxa de queima de caixa e da capacidade da Braskem de renovar sua linha de crédito rotativo com vencimento em dezembro de 2026 — algo que, nas condições atuais, pode se tornar difícil de conseguir em termos semelhantes, segundo os analistas.
A S&P também atribuiu perspectiva negativa ao novo rating da Braskem. Isso reflete o potencial de um rebaixamento nos próximos seis meses caso a empresa anuncie uma reestruturação de dívida, considerada equivalente a um default (calote) pela agência de classificação de risco.
“Poderíamos rebaixar as classificações da Braskem se ela anunciar uma reestruturação de dívida que consideremos equivalente a um calote ou se a empresa não efetuar quaisquer pagamentos de principal ou juros”, afirmou a S&P.
Ainda há, porém, espaço para uma revisão positiva de nota de crédito, mas somente se os analistas avaliarem que o risco de reestruturação financeira diminuiu significativamente.
Isso poderia ocorrer caso a Braskem consiga melhorar sua liquidez, estender sua linha de crédito rotativo ou obter alívio por meio de iniciativas como o Presiq, fortalecendo as expectativas de fluxo de caixa para os próximos anos.
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