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Segundo cálculos do banco, pacote do governo pode adicionar até US$ 1,5 bilhão por trimestre ao caixa da estatal

A nova rodada de subsídios anunciada nesta segunda-feira (6) pelo governo federal redesenha o jogo de preços no setor de combustíveis e pode acabar jogando a favor dos acionistas da Petrobras (PETR4).
Na leitura do BTG Pactual, a medida não só reduz distorções no mercado como abre espaço para a estatal reforçar sua geração de caixa e turbinar os dividendos ao investidor.
Segundo relatório assinado pelos analistas Bruno Montanari de Almeida e Pedro Soares da Cunha, a medida tem potencial de elevar o yield (rendimento) de fluxo de caixa livre (FCFE) da estatal para cerca de 12,7% em 2026.
De acordo com o banco, a Petrobras passaria a receber cerca de R$ 4,77 por litro de diesel vendido — o equivalente a US$ 147 por barril.
Embora o preço de paridade de importação (IPP) esteja atualmente em R$ 6,18 por litro, os subsídios ao diesel importado — estimados em R$ 1,52 por litro (R$ 0,32 + R$ 1,20) — reduzem o IPP efetivo para aproximadamente R$ 4,66 por litro.
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Na avaliação do banco, isso significa que a estatal está operando no limite de captura de valor dentro das condições atuais de mercado.
“Isso implica que a Petrobras está recebendo o máximo possível neste cenário”, reforçou a equipe.
O pacote inclui ainda uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro, válida inicialmente por dois meses. Em uma conta simples, o BTG estima que essa medida poderia adicionar cerca de US$ 1,5 bilhão por trimestre em receitas para a estatal.
“A subvenção adicional de R$ 0,80 por litro, mesmo válida por apenas dois meses, implica cerca de US$ 1,5 bilhão por trimestre em receitas incrementais”, destacaram.
“Se assumirmos a extensão desse benefício até o fim do ano, estimamos um impacto de cerca de 3,5 pontos percentuais no yield de FCFE.”
Nesse cenário, o banco projeta que o yield de fluxo de caixa livre da Petrobras poderia atingir cerca de 12,7% em 2026, considerando um preço do petróleo Brent de US$ 80 por barril e preços de combustíveis estáveis.
“Assumindo Brent a US$ 80 por barril em 2026 e preços de combustíveis constantes, vemos o yield de FCFE chegando a aproximadamente 12,7%”, escreveram os analistas.
Para o segmento de distribuição, o efeito também tende a ser positivo. O subsídio adicional de R$ 1,20 por litro deve incentivar maior adesão das distribuidoras ao programa.
“O aumento do subsídio para R$ 1,20 por litro deve incentivar maior adesão ao programa por parte das distribuidoras”, afirmou o BTG. “Isso tende a reduzir distorções e aumentar a previsibilidade no mercado de combustíveis.”
A leitura do banco reforça a tese de que, mesmo em um ambiente de maior intervenção, a Petrobras consegue preservar sua rentabilidade e sustentar níveis elevados de distribuição de caixa aos acionistas.
“O pacote cria um ambiente em que a companhia mantém captura de valor ao mesmo tempo em que o mercado doméstico se ajusta por meio de subsídios”, disse a equipe.
*Com informações do Money Times
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