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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

OPORTUNIDADE DE COMPRA

Foguete não tem ré? A ação que dobrou de valor este ano, mas ainda está barata e pode subir mais um bocado, segundo o Itaú BBA

Por que a ação da Moura Dubeux segue descontada depois de uma alta de quase 120% e quais são as perspectivas do Itaú BBA

Bia Azevedo
Bia Azevedo
7 de junho de 2025
17:30 - atualizado às 11:28
Construtoras em alta na bolsa
Construção civil - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

O setor de construção civil tem feito a festa na bolsa ao longo deste ano, com algumas ações chegando a dobrar de valor. Uma delas é a da Moura Dubeux (MDNE3), que disparou quase 120% desde janeiro. 

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Em relatório, os analistas destacam que mesmo após essa alta expressiva, a ação ainda está barata. Para eles, o gás ainda não acabou e o papel tem espaço para ‘levantar mais uns tijolos’ na B3. 

Depois de uma conversa com a diretoria da empresa, os analistas reiteraram a recomendação de compra para a construtora líder no Nordeste.

O preço-alvo para a ação é de R$ 31 — o que implica em uma alta potencial de 35,7% em relação ao fechamento da última sexta-feira (6), quando os papéis encerraram o dia negociados a R$ 23.

Por que comprar a ação da Moura Dubeux hoje, segundo o Itaú BBA?

Durante o encontro, a equipe de analistas destacou o otimismo da gestão da companhia em relação à demanda na região Nordeste, indicando um forte crescimento de lucros nos próximos anos. 

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A reunião contou com a participação do CEO, Diego Villar, do CFO, Diego Wanderley, e do Diretor de Relação com Investidores, Diogo Barral.

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“Com isso, revisamos nossas estimativas para a empresa, elevando a projeção de lucro para R$ 350 milhões em 2025 e R$ 420 milhões em 2026, 15% acima da média de mercado”, escreve o time liderado por Daniel Gasparete.

Isso se traduz em um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 21% e um rendimento de cerca de 8% em dividendos até o final de 2026. 

Além disso, os analistas destacaram que as ações estão sendo negociadas a 1,2 vez o preço da ação sobre o valor patrimonial da empresa (P/BV) e 4,5 vezes preço sobre lucro (P/L). Esses indicadores são usados para avaliar o valuation de uma empresa — ou seja, se as ações estão caras ou baratas. 

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“Acreditamos que esse valuation descontado ainda reflete uma oportunidade de ganho, considerando o risco de alta nos lucros da companhia”, diz o relatório do Itaú BBA. 

Olhando para o futuro, a Moura Dubeux está com um pipeline de lançamentos robusto, com destaque para projetos em sua divisão de condomínios — como o Novo Cais em Recife e a Casa Fortaleza. 

A empresa projeta manter lançamentos anuais de R$ 2 bilhões nessa área, com a meta de atingir R$ 4 bilhões em Valor de Vendas Potenciais (PSV) até 2027. Esse ritmo de lançamentos impulsiona uma expectativa de vendas acelerada, com projeções para o segundo trimestre deste ano indicando um volume superior a R$ 1 bilhão.

Portanto, segundo os analistas, a ação da Moura Dubeux segue com um bom potencial de valorização — mesmo após o grande avanço deste ano — e continua sendo uma das preferidas dos analistas para quem busca boas oportunidades no setor de construção civil.

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