🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?

Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026

16 de dezembro de 2025
7:13
Eleição no Chile
Eleição no Chile. - Imagem: Rawf8/iStock

José Antonio Kast saiu vitorioso no segundo turno das eleições presidenciais chilenas com uma margem expressiva — 58,2% dos votos, contra 41,8% da candidata de esquerda — e assumirá a presidência após derrotar o bloco governista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vitória foi ampla, com liderança em todas as regiões do país, refletindo de forma clara o desgaste do governo de Gabriel Boric, marcado por desaceleração econômica, aumento da percepção de insegurança e frustração crescente do eleitorado com a imigração.

Em sua terceira tentativa de chegar à presidência, Kast conseguiu canalizar esse desejo por mudança ao apresentar uma plataforma fortemente ancorada no combate ao crime, no endurecimento das políticas de segurança e no maior controle migratório, além de posições conservadoras em temas sociais.

Embora tenha sido alvo de críticas ao longo da campanha por declarações passadas mais contundentes, o candidato ajustou o tom, buscou ampliar seu alcance junto ao eleitorado moderado e celebrou o resultado como um mandato para restaurar a ordem e a previsibilidade.

Eleições no Chile e os sinais de mudanças na América Latina

Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026, sobretudo pelo fato de a segurança pública ter se consolidado como o eixo central da decisão do eleitor — ponto que venho destacando neste espaço há algum tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado chileno se insere, ainda, em um movimento mais amplo de reconfiguração política na América Latina, já observado em países como Argentina, Bolívia e Equador, com o avanço de lideranças à direita ou de perfil pró-mercado. A vitória de Kast foi rapidamente celebrada por figuras como Javier Milei, reforçando a percepção de uma mudança relevante no humor político regional.

Leia Também

À frente, contudo, o novo presidente terá de lidar com um Congresso fragmentado, o que tende a impor limites institucionais às propostas mais duras e exigir maior pragmatismo na condução da agenda política.

Ainda assim, o Chile inaugura seu governo mais conservador desde o retorno à democracia em 1990, em um contexto regional no qual poucos governos de esquerda mantêm chances reais de continuidade eleitoral, sinalizando uma mudança estrutural no ciclo político da América Latina.

Esse movimento de rejeição aos governos incumbentes não é novidade. Tenho chamado atenção para esse fenômeno há mais de dois anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na América do Sul, ele vem se combinando com uma busca crescente por lideranças percebidas como mais pró-mercado, reformistas e minimamente comprometidas com a disciplina fiscal. O Brasil pode, em tese, se inserir nessa mesma dinâmica, mas isso dependerá, sobretudo, da capacidade de a oposição se organizar de forma coesa e competitiva.

Brasil vai aproveitar o momento?

Ao longo de 2025, inclusive, o país tem se beneficiado de um movimento mais amplo de diversificação global de portfólios, em um ambiente que se mostra especialmente construtivo para os mercados emergentes — possivelmente o mais favorável dos últimos 15 anos.

Persistem, é verdade, ruídos relevantes no curto prazo, como a fragilidade fiscal, tensões diplomáticas com viés ideológico e a antecipação do debate eleitoral em torno de 2026. Esses fatores adicionam volatilidade e limitam o desempenho dos ativos, mas não alteram a direção estrutural do movimento em curso.

Seja como for, é importante destacar que essa não é uma história isolada do Brasil, mas sim de um mundo em transformação. Investidores globais começam a reduzir a concentração histórica de capital nos EUA e a buscar alternativas em economias emergentes. Nesse processo, o Brasil se beneficia de algumas características, como peso nos principais índices globais, elevada liquidez e atratividade relativa dos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pano de fundo dessa rotação global combina três elementos centrais: o aumento do intervencionismo político nos EUA, a recorrência de incertezas institucionais e o ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Esse conjunto tende a pressionar o dólar ao longo do tempo. Já observamos uma primeira onda de enfraquecimento da moeda americana, impulsionada por estratégias de diversificação, gestão de risco e proteção cambial.

Uma segunda etapa pode ganhar força à medida que os juros nos EUA recuem e os diferenciais de taxas em relação a outras economias se ampliem.

Nesse ambiente, os mercados emergentes voltam a ganhar destaque não apenas na renda fixa, mas também nas bolsas, após mais de uma década em que os fluxos globais permaneceram excessivamente concentrados nos Estados Unidos — especialmente durante o período do chamado “excepcionalismo americano”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma pedra no caminho para o Brasil: a política econômica

Ainda assim, é importante reconhecer que o potencial de valorização dos ativos brasileiros poderia ser substancialmente maior caso o país contasse com uma âncora fiscal mais crível e previsível.

No médio e longo prazo, o principal fator de diferenciação continuará sendo a capacidade de restaurar a credibilidade das contas públicas e avançar em reformas estruturais.

Mais do que o resultado eleitoral em si, o que realmente sustenta a valorização dos ativos é a coordenação entre política fiscal e monetária, aliada a uma agenda clara de reformas capaz de estabilizar a trajetória da dívida e fortalecer o crescimento econômico de forma duradoura.

A trajetória até as eleições, no entanto, permanece envolta em incerteza. A possibilidade de uma mudança relevante na política econômica dependerá, em última instância, da capacidade de a oposição se organizar em torno de um nome efetivamente viável — competitivo, com espaço para crescimento e baixa rejeição — em vez de dispersar capital político em candidaturas impopulares ou disputas internas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como tenho argumentado de forma recorrente, as eleições brasileiras tendem a ser definidas menos pelo desempenho do governo e mais pela qualidade, coesão e credibilidade da alternativa que se apresentar ao eleitor.

Disputas eleitorais por aqui e a tendência da América Latina

O que parecia uma inflexão positiva desde o fim de outubro, com a pauta da segurança pública ganhando protagonismo, acabou sendo parcialmente desorganizado pela entrada de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Ele é visto como um nome menos competitivo e com potencial de rejeição maior do que outras alternativas, como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Jr.

Caso a oposição insista na fragmentação e na priorização de disputas internas, em vez de convergir para um nome agregador e eleitoralmente viável, o Brasil corre o risco de ficar à margem da tendência regional observada em outros países da América Latina. Ainda assim, permanece aberta a possibilidade de uma reorganização mais racional no início do próximo ano.

Pesquisas recentes têm indicado um ambiente um pouco mais favorável a candidaturas moderadas para 2026, de centro-direita, por exemplo, com o fortalecimento de nomes menos extremados nos levantamentos divulgados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A disputa tende a ser definida pela capacidade de conquistar esse eleitorado mais sóbrio, o que coloca em evidência candidatos com maior potencial de crescimento e menor rejeição — características decisivas para o desfecho político quanto para a precificação dos ativos brasileiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar