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Segundo o BTG Pactual, o setor ultrapassou a faixa de R$ 30 por metro quadrado pela primeira vez desde o início da série histórica, iniciada em 2013
Enquanto as varejistas disputam o mercado de e-commerce brasileiro, quem realmente vem se saindo campeão na competição são os fundos imobiliários (FIIs) de galpões.
Com a alta demanda das empresas de varejo em São Paulo, os FIIs do segmento registraram o melhor segundo trimestre desde 2014, segundo relatório do BTG Pactual.
O documento mostra que o mercado de galpões logísticos de alto padrão registrou uma absorção líquida de 663 mil metros quadrados, revertendo o resultado negativo observado no primeiro trimestre.
Além disso, a vacância teve um leve recuo nos últimos três meses, passando para 9,2%, apesar do alto volume de entregas no período. No primeiro trimestre, os FIIs de galpão logístico registraram taxa de vacância de 9,3%.
O preço médio também manteve trajetória positiva, avançando 2,5% na comparação trimestral.
Pela primeira vez desde o início da série histórica calculada pela Buildings, iniciada em 2013, o segmento de galpões logísticos ultrapassou a faixa de R$ 30 por metro quadrado, de acordo com o BTG Pactual.
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Segundo os analistas do banco, o raio de 30km segue sendo o principal polo de expansão e concentrou 62% da absorção líquida do trimestre, liderado pelas ocupações do Mercado Livre, Bridgestone, Shopee e Amazon.
Já o destaque nesta métrica fica por conta do município de Guarulhos, que tem se consolidado como um dos principais hubs logísticos do estado.
No raio de até 15km, porém, o preço caiu 1,1%. Segundo o BTG, o movimento não tem relação com a demanda e é reflexo da absorção dos galpões mais caros da região, o que reduziu a média dos imóveis disponíveis.
Nas demais regiões, os preços seguiram em alta, com avanço de 8,7% no raio de 60km e de 5,1% no raio de 90km, “reforçando a capacidade de reajuste dos preços nessas localidades”, afirmaram os analistas.
As perspectivas para o segmento seguem positivas, segundo o BTG, que indica o novo estoque como ponto de atenção.
Isso porque, diferentemente do que foi observado no segundo trimestre, parte do expressivo volume de estoque previsto para os próximos meses ainda não conta com uma quantidade relevante de pré-locações.
Os analistas alertam que essa ausência pode afetar a dinâmica comercial do setor de galpões. No entanto, também avaliam que o mercado possui alta capacidade para absorver os novos empreendimentos, evitando uma pressão de preços e de vacância.
Assim, o BTG ressalta que a expectativa para o segundo semestre deste ano é positiva, sustentado principalmente pela forte demanda e pelo alto nível de ocupação no estado de São Paulo.
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