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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

ACORDO TEMPORÁRIO

Trégua entre EUA e China acende o pavio das petroleiras e impulsiona ações de commodities

Depois de atingirem as menores cotações desde 2021, os contratos futuros do petróleo Brent sobem mais de 3% e levam as petroleiras junto

Bia Azevedo
Bia Azevedo
12 de maio de 2025
11:56

A poucas horas do balanço da Petrobras (PETR4), as ações das petroleiras estão fazendo a festa na bolsa, entre as maiores altas do Ibovespa na manhã desta segunda-feira (12).

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Por volta das 11h20, os papéis de Prio (PRIO3), Petrorecôncavo (RECV3) e Brava (BRAV3) avançavam 5,02%, 3,80% e 2,73%, respectivamente. Já as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 3,72%, enquanto as ordinárias (PETR3) se valorizavam 3,77%.

E, embora haja expectativa em torno do balanço da estatal — que você pode conferir nesta reportagem do Seu Dinheiro —, o que realmente impulsiona as ações hoje é a disparada do petróleo.

Por volta das 11h, os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, avançam 3%, a US$ 65,9 por barril. Já os futuros do óleo cru (WTI, refreência nos EUA) também sobe acima dos 3%, a US$ 63,07 o barril.

E o que está por trás disso é o acordo entre Estados Unidos e China provisório para reduzir as tarifas comerciais, aliviando a tensão entre os dois maiores consumidores da commodity no mundo — e os temores de que a guerra comercial entre os dois países pudesse arrastar o globo para uma recessão, o que tenderia a reduzir a demanda pela commodity.

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No começo deste mês, o petróleo atingiu o menor patamar em quatro anos, com o Brent recuando a US$ 60,23 por barril. O movimento foi um reflexo da guerra comercial liderada por Donald Trump e do anúncio da Opep+ sobre o aumento da oferta, em meio a temores crescentes de enfraquecimento da demanda global.

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A organização concordou em aumentar a produção em 411.000 barris por dia a partir de junho. Veja abaixo o  desempenho dos futuros do Brent desde o começo deste mês:

Fonte: Investing.com

O acordo entre EUA e China que faz os preços do petróleo saltarem e arrastam petroleiras

No final de semana, Pequim e Washington anunciaram um acordo para reduzir bilateralmente as tarifas impostas sobre a maioria dos produtos em 115%. Assim, as tarifas norte-americanas contra produtos chineses caem de 145% para 30% e as da China contra os EUA saem de 125% para 10%.

“Chegamos a um acordo para uma pausa de 90 dias e uma redução substancial dos níveis tarifários", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, antes de anunciar os poucos detalhes do pacto durante entrevista coletiva.

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Observadores ainda aguardam detalhes do que foi pactuado. Acredita-se que mais informações virão à tona nas próximas horas. Representantes dos EUA e da China disseram que continuarão negociando nas próximas semanas e meses.

De qualquer modo, causou surpresa a rapidez com que Washington e Pequim chegaram a um consenso.

Nesta reportagem, você confere mais detalhes sobre o acordo.

Ações ligadas a outras commodities também fazem a festa hoje

Além das petroleiras, ações ligadas a commodities no geral também são destaque no Ibovespa nesta manhã graças ao acordo. É o caso de CSN (CSNA3), Suzano (SUZB3), Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR3) Metalúrgica Gerdau (GOAU4). Veja abaixo as dez maiores altas da bolsa por volta das 11h20: 

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CÓDIGONOMEULTVAR
BRKM5Braskem PNR$ 10,946,73%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 8,885,84%
CSNA3CSN ONR$ 9,175,65%
PRIO3PRIO ONR$ 38,605,26%
SUZB3Suzano ONR$ 52,354,51%
GGBR4Gerdau PNR$ 15,323,86%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 14,753,80%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 8,553,64%
VALE3Vale ONR$ 54,833,55%
PETR3Petrobras ONR$ 34,343,43%

Cabe lembra que as ações da Braskem também reagem aos resultados do primeiro trimestre de 2025, divulgados na sexta-feira (9).

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