Rede D’Or (RDOR3) brilha e Fleury (FLRY3) perde o encanto: o raio-x das empresas de saúde em 2025, segundo o Santander
Se você está procurando um lugar seguro para ancorar seu dinheiro, a Rede D'Or (RDOR3) surge como o porto seguro do setor, na visão dos analistas

Enquanto os investidores se preparam para mais uma temporada de balanços a fim de novas prescrições para a saúde da carteira de investimentos, o Santander já está de olhos atentos ao raio-x do setor de saúde — e, após um check-up das ações, os analistas do banco revisitaram as indicações preferidas para o segmento em 2025.
Se você está procurando um lugar seguro para ancorar seu dinheiro, a Rede D'Or (RDOR3) surge como o porto seguro do setor, na visão dos analistas.
O banco manteve recomendação “outperform”, equivalente a compra, para as ações, mas cortou o preço-alvo para R$ 34,50 para o fim de 2025 devido às taxas de juros mais altas no curto prazo e maior inflação.
Apesar do corte, o novo preço-alvo ainda implica uma valorização potencial de xx% em relação ao último fechamento.
Há ainda outras duas pedidas no setor de saúde que chamam a atenção do Santander: a Oncoclínicas (ONCO3) e a Mater Dei (MATD3), ambas com recomendação correspondente à compra.
Por outro lado, os analistas agora recomendam monitoramento contínuo para uma ação que outrora foi a favorita do setor. O banco rebaixou o Fleury (FLRY3) para neutro devido ao valuation e a uma potencial revisão negativa dos lucros.
Leia Também
A Dasa (DASA3) também marca presença na “sala de espera” do Santander para o setor de saúde, com recomendação neutra.
O brilho da Rede D’Or (RDOR3)
A gigante hospitalar é a queridinha do banco no segmento de saúde latino-americano, e não é para menos: a empresa atua em um setor resiliente, com uma gestão de qualidade e vivencia um forte momento de lucros.
Não bastasse isso, os papéis da Rede D’Or vivenciam uma pressão compradora, com suporte de programas de recompra de ações e dividendos, e com o acionista controlador aumentando sua fatia na empresa.
Para o banco, a companhia deve continuar executando seu plano de negócios e deve adicionar 604 leitos hospitalares operacionais neste ano, com a taxa de sinistralidade (MLR) da SulAmérica também continuando a melhorar.
É verdade que as ações RDOR3 não são exatamente uma pechincha, já que a empresa hoje negocia a um múltiplo de valuation de 14,5 vezes o preço sobre o lucro (P/L) ajustado para 2025, o que representa um prêmio significativo em relação aos pares do setor.
Mas, segundo os analistas, o prêmio se justifica, dado o posicionamento premium e dominante, o ritmo acelerado de crescimento de receitas, a expansão de margens e o potencial de crescimento de lucros por ação estimado em 26% entre 2024 e 2027.
Fleury (FLRY3) na sala de espera
Antes vista como líder na consolidação do setor de diagnósticos, o Fleury (FLRY3) agora recebe um sinal de alerta.
A empresa foi rebaixada para "neutro" devido a uma combinação de fatores: um valuation considerado alto, a expectativa de revisão para baixo nos lucros e um cenário de competição mais acirrada.
Na avaliação do Santander, o Fleury deve vivenciar desafios de crescimento no curto prazo, incluindo a concorrência crescente e a maturidade de alguns segmentos de negócios.
“Estamos incorporando deterioração macroeconômica e ambiente competitivo mais alto nos novos links e no negócio de diagnósticos em nossos números, apesar dos serviços de alta qualidade e portfólio diversificado do Fleury”, disse o banco.
Mesmo com a perspectiva de dividendos de 6,5% em 2025, o banco recomenda cautela com a ação FLRY3, especialmente diante da maior concorrência no negócio de diagnósticos e crescimento mais lento para a marca Fleury em meio a um ciclo macroeconômico apertado.
Apesar de tudo, o Fleury ainda tem um trunfo na manga: o segmento L2L, que oferece serviços de laboratório para outros laboratórios, e tem potencial para crescer e melhorar as margens.
- VEJA TAMBÉM: Quais são as melhores ações para investir em 2025? E-book gratuito mostra as perspectivas da Empiricus Research, Trígono Capital e BTG Pactual
Oncoclínicas e Mater Dei: apostas em saúde para quem tem estômago
A Oncoclínicas e a Mater Dei seguem com recomendação “outperform”, mas com ressalvas.
Enquanto a empresa de tratamentos oncológicos precisa provar sua capacidade de gerar caixa e reduzir dívida, a Mater Dei é vista como uma história de recuperação de margens, depois de um 2024 difícil, principalmente devido aos custos com pessoal.
Em resumo, a tese do Santander para ONCO3 é que a empresa tem um potencial de melhora no fluxo de caixa operacional.
Apesar das preocupações dos investidores com a capacidade da empresa de gerar caixa e reduzir a alavancagem, o banco espera que a geração de caixa operacional melhore em 2025, com menores desembolsos com investimentos (capex).
“Este ano deverá ser significativamente melhor em termos de fluxo de caixa operacional, e também esperamos um capex mais baixo. Por outro lado, uma alta taxa de juros pode impedir que a empresa apresente uma robusta redução orgânica da dívida líquida”, disseram os analistas.
Por sua vez, as ações MATD3 atraem os analistas pela perspectiva de que a expansão de margem deve ser retomada em 2025, após um 2024 fraco afetado por pressões nos salários da enfermagem.
Outro nome que gera dúvidas entre os analistas é a Dasa (DASA3), que está passando por uma grande reestruturação e ainda tem uma dívida alta em um ambiente de juros elevados.
A empresa está transferindo ativos de hospitais para a Rede Ímpar (uma joint venture com a Amil) e focando no setor de diagnósticos.
Essas medidas poderiam apoiar a melhoria operacional devido ao foco nas operações de diagnóstico e à redução da alavancagem. No entanto, os analistas avaliam que ainda existem muitas incertezas em relação à melhoria do desempenho operacional e à geração de caixa.
O banco afirma preferir ter uma “clara visibilidade de melhorias operacionais e geração de caixa” para se tornar mais otimista com a história.
*Este texto contou com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial.
ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'
Faça chuva ou faça sol nas urnas: JP Morgan seleciona ações que podem ganhar com o melhor ou o pior resultado eleitoral
30 de setembro de 2026 - 13:05TAG SUMMIT
Não tem tempo ruim para a infraestrutura: as empresas preferidas da Perfin para atravessar crises e juros altos
29 de setembro de 2026 - 17:53PRÊMIO DE RISCO
Dólar a R$ 4,80? As pistas que as últimas eleições na América Latina dão para o desempenho do real
28 de setembro de 2026 - 18:45VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira
27 de setembro de 2026 - 12:01INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027, segundo especialistas
26 de setembro de 2026 - 18:08RALI NA B3
Ibovespa a 207 mil pontos? Especialista do Inter diz o que pode destravar a bolsa brasileira após as eleições
25 de setembro de 2026 - 16:40ALÉM DA BOLSA
Os fundos imobiliários cetipados vieram para ficar? Entenda por que eles estão em alta e o que você precisa saber antes de investir
25 de setembro de 2026 - 15:54SETOR DE AUTOPEÇAS