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DESTAQUES DA BOLSA

Nem Galípolo escapou: Ação do Magazine Luiza (MGLU3) salta na B3 em meio a críticas de Luiza Trajano aos juros altos 

A empresária pediu ao presidente do Banco Central que não antecipe novas altas na Selic, que hoje encontra-se no patamar de 13,25% ao ano

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17 de fevereiro de 2025
12:54 - atualizado às 10:11
Fachada de um das lojas do Magazine Luiza (MGLU3)
Entrada de loja do Magazine Luiza (MGLU3). - Imagem: Shutterstock

Em um dia marcado pela queda na curva de juros futuros (DIs), as ações do Magazine Luiza (MGLU3) despontam entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (17).

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Por volta das 12h35, os papéis da varejista subiam 5,83%, cotados a R$ 7,81. No ano, MGLU3 acumula valorização da ordem de 20%.

O Magalu não é a única varejista a operar no azul hoje. Na realidade, as ações cíclicas — caso das empresas ligadas ao consumo e dos negócios alavancados por natureza — sobem em bloco hoje, em reação ao fechamento na curva dos DIs.

Magazine Luiza (MGLU3) e as maiores altas do Ibovespa hoje:

NomeTickerÚltimoVariação %
Automob ONAMOB3R$ 0,297,41%
YDUQS ONYDUQ3R$ 12,326,67%
Magazine Luiza ONMGLU3R$ 7,815,83%
Cosan ONCSAN3R$ 7,965,01%
Vamos ONVAMO3R$ 5,255,00%
Assaí ONASAI3R$ 7,824,55%
Minerva ONBEEF3R$ 4,744,87%
CVC Brasil ONCVCB3R$ 2,064,04%
Localiza ONRENT3R$ 33,024,46%
Lojas Renner ONLREN3R$ 14,254,40%
Fonte: Investing.com às 12h35

O alívio nos juros futuros reflete as novas perspectivas de desaceleração da economia após a divulgação da tradicional proxy do PIB medida pelo Banco Central, o IBC-Br, aquém do esperado.

A atividade econômica brasileira encerrou 2024 com crescimento de 3,8% mesmo depois de contrair mais do que o esperado em dezembro, mostrando que perdeu força no quarto trimestre, conforme projetado.

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O indicador contribui para as expectativas de que o BC não estenderá o ciclo de alta de juros por tanto tempo. 

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Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano, mas já conta com mais uma alta de 1 ponto percentual contratada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março, o que levará os juros para a marca de 14,25% ao ano.

Segue no radar dos investidores ainda a queda brusca na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o Datafolha mostrar queda na aprovação do governo para o pior patamar de todos os mandatos do petista, um novo levantamento do Ipec revelou que 62% são contra a reeleição de Lula.

As alfinetadas de Luiza Trajano aos juros altos

O desempenho forte das ações do Magazine Luiza (MGLU3) nesta sessão também vem na esteira de novas críticas de Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magalu, à escalada dos juros

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Em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na última sexta-feira (14), a empresária pediu ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que não antecipe novas altas na taxa Selic.

A executiva afirmou que as pequenas e médias empresas não conseguem mais “sobreviver” com um patamar de juros tão restritivo.

As críticas de Luiza Trajano aos diretores do Banco Central não são novidade. Em 2023, a presidente do conselho do Magazine Luiza também realizou apelos ao então presidente do BC, Roberto Campos Neto.

“Quero falar em nome do setor varejista, porque o varejo é o primeiro que sofre e o primeiro que demanda. A pequena e média empresa não aguenta mais sobreviver com isso, não tem condição. E é ela que gera emprego”, disse a executiva, em evento.

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Galípolo, que também esteve presente no encontro, reconheceu a preocupação de todos com o país, mas sem deixar de defender que problemas estruturais precisam ser endereçados.

“Acho que muitas vezes somos críticos ao Brasil porque muitas vezes as transformações não ocorrem na velocidade e com a linearidade que a gente gostaria que acontecesse”, disse o mandatário.

Vale lembrar que apertos monetários mais intensos tendem a bater em cheio nas ações cíclicas, que operam com margens mais apertadas e dependem de crédito barato para crescer.

Diante de perspectivas de crédito mais caro em 2025, com diminuição da concessão de empréstimos e aumento da inadimplência, e de um aumento da taxa de desemprego no segundo semestre, o BB Investimentos rebaixou a recomendação para as ações do Magalu (MGLU3).

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“Entendemos que a companhia segue com fundamentos positivos, mas sofrendo com os efeitos de um contexto macroeconômico menos favorável para as varejistas”, avaliaram os analistas. 

Isso porque o Magazine Luiza possui grande participação de mercado em produtos de maior tíquete, o que aumenta a dependência da disponibilidade de crédito para o aumento de suas receitas. 

*Com informações do G1 e do Money Times.

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