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Empresa de ônibus foca em produtos de alto valor e vê lucros crescerem entre abril e junho; ação é top pick para um banco
A Marcopolo (POMO4) superou as expectativas do mercado com os resultados do segundo trimestre de 2025. “De volta ao modo touro”, “expectativas atingidas, trajetória definida” e “2T25 forte, com mais por vir” foram alguns dos títulos dos relatórios de analistas após a divulgação do balanço.
O reflexo dos números da Marcopolo também pode ser verificado no desempenho das ações nesta sexta-feira (1º). Por volta das 15h26 (horário de Brasília), os papéis POMO4 subiam 6,17% na bolsa, avaliados em R$ 8,78.
De acordo com a XP, os destaques da empresa no período de abril a junho foram os volumes de produção, que cresceram 15% em relação ao trimestre anterior, confirmando uma melhora sazonal.
A aceleração contínua nas exportações — com avanço de 118% na comparação anual — e o aumento nos volumes das operações externas também ajudaram. Na Argentina, por exemplo, houve um salto significativo nas unidades fabricadas.
Regionalmente, a Austrália também se destacou com uma carteira sólida de produtos de alto valor agregado, enquanto o México segue enfrentando um ambiente de mercado mais desafiador.
A receita totalizou R$ 2,3 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. Já a receita bruta externa foi além, aumentando 42% em relação ao ano anterior, enquanto a doméstica cresceu 4,5%.
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O destaque internacional garantiu à Marcopolo um resultado positivamente surpreendente, segundo os analistas. Isso porque o desempenho financeiro foi favorecido por uma variação cambial positiva diante da carteira de pedidos em dólar.
O sucesso da Marcopolo no segundo trimestre tem uma explicação clara: a maior participação de produtos de maior valor agregado.
Analistas apontam que modelos mais pesados, que naturalmente geram maior receita por unidade, representaram 55% das entregas no segundo trimestre. Trata-se de um salto significativo em comparação com os 28% no primeiro trimestre de 2025.
Essa mudança no mix de vendas impulsionou os preços unitários da companhia.
As vendas para mercados externos também foram um pilar forte, totalizando R$ 991 milhões, um crescimento de 42% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse aumento nas exportações e nas operações internacionais contribuiu diretamente para o avanço da receita líquida.
Embora a operação doméstica tenha mantido um resultado mais neutro, a Marcopolo aumentou sua participação de mercado no Brasil para 48% entre abril e junho, acima dos 46% no trimestre anterior.
XP, Itaú BBA e BTG acreditam que o bom momento da Marcopolo deve continuar.
A empresa espera que os volumes de entrega de ônibus em 2025 se mantenham alinhados com os de 2024. Uma nova licitação para o programa Caminho da Escola (CdE), que fornece ônibus para transporte escolar, deve ocorrer até o final do ano. Se concretizada, essa licitação poderá impulsionar ainda mais o cenário doméstico da empresa.
As perspectivas internacionais da Marcopolo também permanecem favoráveis, impulsionadas por condições macroeconômicas positivas. A empresa está confiante na recuperação de sua subsidiária canadense NFI (New Flyer), um fator que deve continuar contribuindo para seus resultados.
A expectativa é de uma sazonalidade mais forte no segundo semestre de 2025, com um mix de vendas premium ainda maior e volumes mais fortes do que no primeiro semestre.
A Marcopolo também mantém uma disciplina rígida nos gastos e investimentos (capex), focando em melhorias nas instalações e no desenvolvimento de novos produtos, especialmente ônibus elétricos, híbridos e chassis próprios.
A empresa apresenta uma posição financeira saudável, com um endividamento líquido em relação ao Ebitda (alavancagem) em 12 meses de apenas 0,1x. Para o BTG, isso significa que a Marcopolo encerrou o trimestre com uma forte condição financeira para enfrentar o ciclo de juros altos no Brasil.
O BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para as ações da Marcopolo, enquanto os analistas da XP consideram a empresa uma de suas "top-picks" (escolhas principais) na bolsa brasileira.
Já o Itaú BBA classifica a empresa como “outperform”, o equivalente a uma recomendação de compra.
O preço-alvo de 12 meses para as ações está na faixa de R$ 11 a R$ 12, entre os diferentes bancos, indicando um potencial de valorização de quase 45% em relação ao preço atual, de R$ 8,35.
Além disso, a empresa também apresenta um potencial retorno de dividendos (dividend yield) significativo, de 8,6% para 2025, com algumas análises apontando para até 9%.
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