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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

REAÇÃO AO BALANÇO

Itaú (ITUB4) continua o “relógio suíço” da bolsa: lucro cresce, ROE segue firme e o mercado pergunta: é hora de comprar?

Lucro em alta, rentabilidade de 23% e gestão previsível mantêm o Itaú no topo dos grandes bancos. Veja o que dizem os analistas sobre o balanço do 3T25

Camille Lima
Camille Lima
5 de novembro de 2025
9:28 - atualizado às 10:46
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4).
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4). - Imagem: Divulgação

Mais uma vez, o Itaú Unibanco (ITUB4) entregou exatamente o que o mercado esperava. No terceiro trimestre de 2025, o maior banco privado do país apresentou lucro em alta, rentabilidade firme acima dos 20% e controle da inadimplência.

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Nada de sobressaltos ou grandes reviravoltas: o "relógio suíço" do setor financeiro — e é justamente essa consistência que mantém o Itaú como um dos nomes mais atraentes do mercado, segundo os analistas.

Mesmo assim, houve um pequeno contraponto: um dos grandes bancos internacionais destacou leve frustração em uma linha específica do balanço.

As ações do Itaú iniciaram a sessão desta quarta-feira (5) em leve queda. Logo na abertura, ITUB4 caía 0,75%, cotada a R$ 39,66. Desde o início do ano, porém, a performance dos papéis ainda é bem positiva, com uma valorização acumulada de 42% desde janeiro.

Confira as principais linhas do balanço do Itaú (ITUB4) no 3T25:

IndicadorResultado 3T25ProjeçõesVariação (a/a)Evolução (t/t)
Lucro líquidoR$ 11,587  bilhõesR$ 11,369 bilhões+11,2%+3,2%
ROAE23,3%23,1%+0,6 p.p.Estável 
Margem financeiraR$ 31,38 bilhões+10,1%+0,7%
Carteira de crédito ampliadaR$ 1,4 trilhão+6,4%+0,9%
Fonte: Balanço enviado à CVM, consenso Bloomberg e média de projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.

O balanço sob a lupa dos analistas

Para a XP Investimentos, o Itaú entregou mais um trimestre sólido e “dentro do script”.

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Segundo a corretora, o destaque positivo foi a revisão para cima da projeção de margem financeira de mercado para 2025, impulsionada por melhor resultado de tesouraria e gestão eficiente de ativos e passivos (ALM).

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“O trimestre destaca a resiliência estrutural do banco e a execução disciplinada do guidance”, avaliou a XP.

A corretora afirma que o Itaú segue como “um player diferenciado, entregando resultados consistentes mesmo em um ciclo de incerteza e dispersão no sistema financeiro nacional”.

Já o JP Morgan adotou um tom mais neutro. Para o banco norte-americano, a margem financeira veio um pouco abaixo das expectativas — ainda que tenha crescido 10% no comparativo anual, acima do avanço da carteira de crédito expandida.

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A leve decepção veio da margem com clientes, pressionada pela redução dos spreads e pelo menor resultado em operações estruturadas no atacado. 

Por outro lado, a margem financeira com o mercado superou as projeções e mais uma vez apresentou uma performance sólida, segundo os analistas.

“No geral, foi um trimestre neutro — o que é positivo, considerando a volatilidade no Brasil”, disse o banco norte-americano. 

A Genial Investimentos foi na mesma linha, classificando o balanço como “sólido, consistente e sem surpresas”, com lucro líquido recorrente recorde.

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Para os analistas, o quarto trimestre — sazonalmente mais forte — deve consolidar essa trajetória de crescimento de lucratividade, com alta de 13,6% no lucro anual.

A força da rentabilidade (e do excesso de capital)

O ROE de 23,3% manteve o Itaú isolado na liderança entre os grandes bancos brasileiros — o que, na visão da Genial, consolida o Itaú como o banco mais consistente ao longo dos ciclos.

Mas é preciso lembrar que o banco opera com excesso de capital, e parte desse volume deve ser distribuído aos acionistas no último trimestre de 2025.

De acordo com a Genial, se esse efeito for excluído, o ROE ajustado teria alcançado 25,4%, um dos maiores patamares da década.

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A corretora também destacou o avanço estrutural na eficiência operacional. Para os analistas, a redução de footprint físico e de colaboradores deve ganhar relevância estratégica nos próximos trimestres, contribuindo para ganhos de eficiência estrutural. 

O Itaú reduziu o número de colaboradores em 2,1 mil no trimestre e 3,2 mil em um ano, chegando a 93,6 mil pessoas. Vale destacar que o banco conduziu uma campanha de demissões no período, classificadas como não recorrentes, no montante de R$ 55 milhões.

Para o BTG Pactual, o Itaú vive um ponto de inflexão que deve permitir reduzir de forma relevante o custo de atendimento nos próximos anos, crescer mais rápido que os pares e entregar um crescimento de lucro por ação entre 10% e 15% — algo que ainda não está totalmente refletido no preço das ações, segundo os analistas.

“Acreditamos que o Itaú está em um ponto decisivo em sua agenda de eficiência, com metas ousadas para os próximos 3 a 5 anos”, disse o BTG.

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Isso inclui migrar 100% para a nuvem, encerrar o que chama de “banco antigo” e melhorar o índice de custo sobre receita do varejo em cerca de 10 pontos percentuais, reduzindo significativamente seu custo de atendimento. 

“Ao fazer isso, o Itaú deve 'aceitar' perder parte da receita e cortar preços em uma estratégia ofensiva para crescer acima do mercado — o que deve tornar a competição ainda mais difícil para outros bancos tradicionais”, acrescentaram os analistas.

E agora, é hora de comprar Itaú (ITUB4)?

O mercado continua otimista com o Itaú. De nove recomendações compiladas pela plataforma TradeMap, sete são de compra e duas, neutras.

O BTG manteve o Itaú como a única recomendação de compra entre os bancos incumbentes do Brasil. “O vencedor merece um valuation premium”, disseram os analistas.

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Na avaliação da Genial, o Itaú segue negociando a múltiplos atrativos, abaixo da média histórica, e deve continuar entregando rentabilidade superior aos pares por um longo período.

A casa manteve recomendação de compra para ITUB4, com preço-alvo de R$ 46,80, o que implica um potencial de valorização de 17,1% frente ao último fechamento.

Além disso, para investidores com menos restrições de liquidez, a Genial vê oportunidade nas ações ordinárias ITUB3, que negociam com desconto relevante em relação às preferenciais, mas oferecem o mesmo payout de dividendos — resultando em um dividend yield superior.

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