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O Itaú mostrou que não é preciso esperar que as crises cheguem para agir: empresas longevas têm em seu DNA uma capacidade de antecipação e adaptação que as diferenciam de empresas comuns
Duas notícias sobre demissões agitaram as bolsas e o mundo corporativo nesta semana. A primeira foi sobre o Itaú (ITUB4) que, segundo relatos, demitiu cerca de mil colaboradores. A segunda foi sobre a Novo Nordisk, fabricante do famoso Ozempic, que anunciou o corte de 9 mil funcionários de uma só vez! Mas as semelhanças param por aí.
Na verdade, os momentos das companhias não poderiam ser mais diferentes. Enquanto os resultados e as ações do Itaú estão voando no ano, os papéis da Novo Nordisk (linha azul) caem -60% nos últimos 12 meses, com Ebitda (linha branca) começando a ser impactado por expiração de patentes e aumento de concorrência.

Aliás, vale lembrar que em dezembro de 2023 eu disse aqui no Sextou que as ações da Nordisk tinham se transformado em uma bolha, e que era para você ficar bem longe delas – falaremos sobre isso em uma outra oportunidade.
Voltando à vaca fria, a demissão de mais de 10% dos funcionários por conta da piora de resultados é sinal de que a Nordisk está desesperada, e também mostra um despreparo da gestão, que não foi capaz de antecipar esse cenário, e talvez tenha agido tarde demais.
As demissões na Nordisk são compreensíveis para todos. O que é difícil para a maioria das pessoas entender é por que o Itaú recorreu a uma medida que normalmente só é utilizada em casos extremos, mesmo com resultados recordes e ações subindo mais de 45% em 2025.
Não vou entrar no mérito das demissões aqui, e por se tratar de um número relativamente alto, é óbvio que algumas pessoas que não mereciam também acabaram sendo cortadas – sim, pessoal, às vezes a vida é injusta mesmo.
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Feito esse esclarecimento, mesmo sem ter gostado de fazer isso, o Itaú mostrou que não é preciso esperar que as crises cheguem para agir. Pelo contrário: empresas longevas têm em seu DNA uma capacidade de antecipação e adaptação que as diferenciam de empresas comuns.
Só assim o Itaú conseguiu completar 100 anos em 2024, e o polêmico ajuste anunciado nesta semana mostra que o banco continua ágil para chegar em 2124 em plena forma.
Por sua capacidade de adaptação, valuation ainda atrativo e yield próximo de dois dígitos com os proventos extraordinários, continuo vendo Itaú como uma das melhores opções para quem busca dividendos. Quanto às pessoas afetadas pelo corte, fica aqui minha torcida para que encontrem rapidamente novas oportunidades — sempre haverá espaço para talento e dedicação.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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