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Para os analistas, a bolsa encontra-se com um valuation favorável, mas a dinâmica de resultados corporativos em 2025 tem um viés levemente negativo
Com juros, inflação e câmbio na panela de pressão, as perspectivas para a bolsa brasileira em 2025 não estão nada animadoras. O pessimismo é tamanho que o Itaú BBA cortou as projeções para o Ibovespa de 165 mil pontos para 145 mil pontos no fim deste ano.
O principal motivo por trás da redução foi a perspectiva de aumento do custo de capital para as empresas listadas da B3, além de uma leve revisão negativa do lucro das companhias.
Mesmo com a queda nas expectativas, o preço-alvo fixado pelos analistas ainda implica uma valorização potencial de 22% em relação ao fechamento da última sexta-feira (10).
Se considerado o pagamento de dividendos, essa alta beira os 29%.
Na avaliação do Itaú BBA, a bolsa brasileira encontra-se com um valuation favorável, atualmente negociada a um múltiplo de 6,7 vezes a relação de preço/lucro.
No entanto, para os analistas, a dinâmica de resultados corporativos das empresas listadas no Ibovespa em 2025 tem um viés ligeiramente negativo.
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O banco prevê um crescimento de lucros de dois dígitos para este ano, mas reforça que os números podem ser revisados devido à Selic e à inflação mais elevadas.
“Do ponto de vista técnico, observamos que o Ibovespa está próximo do território sobrevendido, mas a situação é desafiadora para a indústria de fundos local, e o estrangeiro mostra apetite limitado para investir no País”, afirmou o banco.
É por isso que o Itaú BBA hoje recomenda investir principalmente em empresas do Ibovespa que ofereçam “carrego”, isto é, que tenham boa perspectiva de remuneração para quem segurar o papel.
Isso inclui ações pagadoras de dividendos, que oferecem Taxa Interna de Retorno (TIR) de dois dígitos, que sejam menos afetadas pela inflação e que tenham exposição cambial e alto potencial de rentabilidade.
Os analistas revelaram as 10 ações que compõem a carteira de renda variável do bancão para 2025:
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