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Novo indicador reflete a crescente demanda pelo ouro, com cálculos diários baseados no valor de fechamento do contrato futuro negociado na B3
A B3, bolsa brasileira, lança hoje (21) o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), novo indicador que acompanha o desempenho do contrato futuro do metal.
Criado para medir de forma mais precisa o retorno dos investimentos na commodity, o índice vem na esteira da valorização do ouro no ano e da crescente demanda de investidores institucionais e pessoas físicas por exposição ao metal precioso. O valor da onça-troy do ouro, medida padrão para o metal, ultrapassou US$ 4,3 mil pela primeira vez ontem - no início do ano, o valor era de aproximadamente US$ 2,7 mil.
"A chegada do IFGOLD B3 reforça o compromisso da B3 em oferecer soluções inovadoras que atendam às demandas do mercado. Esse índice fornecerá uma ferramenta eficaz para quem busca estratégias baseadas na exposição ao ouro, com segurança e transparência”, afirma Hênio Scheidt, gerente de produtos na B3, em comunicado.
A ideia é tornar investimentos em ouro mais simples para o investidor. Além de ser uma nova referência para o preço do ouro, possibilita a criação de outros produtos que o acompanhem, como os ETFs. “Isso facilita que investidores de varejo tenham mais uma opção de acesso à variação do metal, de forma rápida e fácil”, afirmou Scheidt em comunicado.
O IFGOLD B3 é o 12º indicador lançado pela bolsa do Brasil em 2025. Na semana passada, criou um índice que acompanha o desempenho do Tesouro Selic, inaugurando o segmento de índices que acompanham os títulos públicos.
O Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3) acompanha o desempenho de uma carteira teórica composta pelo primeiro vencimento do Contrato Futuro de Ouro (GLD). O cálculo do retorno total desse contrato ocorre diariamente, considerando a valorização dos preços.
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O contrato futuro de ouro foi disponibilizado em julho deste ano pela B3 e, em setembro, chegou ao pico de 6,6 mil contratos negociados em um dia.
Entre os critérios para a composição do indicador estão a escolha dos contratos com maior liquidez e a renovação automática dos contratos antes do vencimento, para garantir que o índice reflita com precisão o mercado de futuros de ouro.
A bolsa já tem ETFs (Exchage Trade Funds, ou fundos de índice) e BDRs (Brazilian Depositary Receipts ou recibos de ações) que seguem o desempenho do ouro. Um deles é o Abden Gold DRE (ABGD39), BDR que segue o ETF SGOL (Aberdeen Standard Gold ETF Trust).
Outros são o Gold Trust DRE (BIAU39), ETF que segue o LBMA Gold Price, um índice global utilizado como preço de referência do ouro a vista em dólares, e o Trend Ouro DI (GOLD11), ETF que replica o índice de ouro iShares Gold Trust, gerido pela BlackRock.
Os investidores costumam investir no ouro quando o cenário global político e econômico está instável, segundo o banco ING. Isso acontece porque o metal é um ativo de segurança.
Guerras, shutdown nos EUA e as incertezas referentes às tarifas impostas pelos EUA trazem instabilidade para os mercados. Bancos centrais em todo o mundo também têm aumentado suas reservas no metal, o que faz o ouro se valorizar em relação ao dólar.
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
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