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O levantamento mostrou que bolsa americana entrou no campo vendido pela primeira vez desde o fim de 2023; descubra as razões

A posição dos gestores de fundos multimercado não mudou muito em relação à bolsa brasileira nos últimos seis meses: o Ibovespa tem algum espaço na carteira, com algum otimismo em relação ao mercado de ações local. O que mudou nos últimos meses, entretanto, é a percepção em relação à bolsa americana.
Pelo segundo mês consecutivo, a bolsa brasileira superou a bolsa americana em sentimento positivo dos gestores, mostrou a pesquisa de maio da Empiricus com gestores de multimercados.
Neste mês, houve piora no sentimento com relação à bolsa americana, que entrou no campo vendido pela primeira vez desde o fim de 2023.
Já a bolsa brasileira manteve o mesmo status em relação ao mês anterior — em março, o sentimento saiu do campo vendido e subiu para compra.
A mudança passa a fazer mais sentido quando se olha para a opinião dos gestores sobre a situação macroeconômica dos dois países: desde abril, as expectativas em relação ao crescimento econômico, inflação e cenário fiscal pioraram muito.
A deterioração também foi vista nas posições em ativos: bolsa americana e commodities globais foram para o campo negativo, assim como em dólar (contra emergentes e desenvolvidos).
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As únicas posições que permanecem no campo positivo foram em Treasurys de dois e 10 anos — esses últimos, referência do mercado.
“Nos Estados Unidos, houve deterioração relevante nas posições em dólar e bolsa americana, agora no patamar vendido, reflexo das preocupações do mercado com as políticas tarifárias de Donald Trump e redução do excepcionalismo americano”, diz a pesquisa.
Já no Brasil, ações, crédito e juros foram destaque.
A posição em ações está relativamente estável há seis meses, enquanto crédito privado aumentou nos últimos dois. Juros reais saíram de uma tendência de queda para uma crescente em maio, assim como os juros nominais, que estava fraco em abril e subiu bastante em maio.
Os dados refletem a expectativa do mercado de queda na tendência de inflação futura, devido à projeção de desaceleração da economia.
Em relação aos juros nominais, a expectativa é que os juros básicos da economia continuem altos por bastante tempo, para continuar ancorando essa expectativa de inflação decrescente.
O apetite por risco aumentou bastante entre as 40 gestoras consultadas pela Empiricus.
De abril para maio, o nível do orçamento em estratégias de risco aumentou particularmente entre as faixas de 50% a 75% — aumento de 8% para 23%. Além disso, a maioria (53%) está posicionada entre 25% e 50% em risco.
Para os próximos meses, a expectativa de se expor a mais risco ficou dividida entre aumentar (52%) e continuar igual (45%). Somente 3% pensam em reduzir.
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