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BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara 6% em novembro e se encaminha para fechar o ano com retorno 10% maior do que a melhor renda fixa

Novos recordes de preço foram registrados no mês, com as ações brasileiras na mira dos investidores estrangeiros

Touro da bolsa de valores surfando
Touro da bolsa de valores surfando alta. - Imagem: Imagem gerada por IA

O Ibovespa surpreendeu mais uma vez e fechou novembro com a maior pontuação da história, aos 159.072,13 pontos, depois de subir 6,37% no mês. Com isso, o principal índice de ações brasileiro teve o melhor mês desde agosto de 2024.  

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Nem mesmo o ouro, ativo “queridinho” dos investidores neste ano, conseguiu superar a performance da bolsa brasileira. O metal precioso — via ETF GOLD11 — registrou uma valorização de 4,45% no período.  

Os demais ativos tiveram um desempenho inferior a 2%, acima do CDI (benchmark do mercado) de 1,28%, mas menos da metade dos primeiro e segundo lugares.  

Foram os casos do Tesouro IPCA+ 2040 (1,83%), IFIX (1,81%), Tesouro Prefixado 2035 (1,52%) e 2032 (1,49%).  

Ibovespa dispara mais um mês  

A valorização de 6,37% do Ibovespa em novembro foi o quarto ganho mensal consecutivo do índice de ações brasileiro.  

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A alta, iniciada em agosto, seguiu principalmente o mercado internacional. O avanço das negociações comerciais com os Estados Unidos — com a queda da tarifa adicional de 40% sobre alguns produtos brasileiros — e o afrouxamento monetário nos EUA impulsionaram o apetite de estrangeiros.  

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O mercado local ainda continua avesso a risco, e o “empurrão” do Ibovespa foi favorecido pelo diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos.  

Analistas e gestores veem espaço para a bolsa brasileira continuar subindo, principalmente se os investidores locais voltarem para as ações. No entanto, esse movimento depende de corte dos juros locais.

Enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) segue seu ritmo de cortes, por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva em novembro. 

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E não há expectativa por cortes em dezembro também.  

Ouro cada vez mais brilhante e dólar cada vez mais fraco 

O ativo que ameaça desbancar a liderança das ações brasileiras como o melhor investimento do ano é o ouro.

O metal precioso segue como a principal escolha de segurança diante da desvalorização do dólar no mercado internacional. A sustentação das consecutivas valorizações vem da compra de bancos centrais, principalmente, que buscam o ouro para diversificar suas reservas.  

Já o dólar segue no caminho contrário. A moeda norte-americana perdeu 0,85% de valor frente ao real em novembro, fechando aos R$ 5,3348. No ano, a queda supera os 13%.

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No entanto, esse não é um movimento exclusivo com relação à moeda brasileira. A desvalorização é global, e se aprofundou com os cortes de juros do Fed.

Para dezembro, o mercado espera mais um ajuste, o que pode aprofundar as perdas da moeda norte-americana no fechamento do ano.

Confira o ranking dos melhores investimentos de novembro:

Investimento Rentabilidade no mês Rentabilidade no ano 
Ibovespa 6,37% 32,25% 
Ouro (GOLD11) 4,32% 38,66% 
IFIX 1,86% 17,46% 
Tesouro IPCA+ 2040 1,83% 
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035 1,52% 19,06% 
Tesouro Prefixado 2032 1,49% 
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)* 1,28% 14,87% 
CDI* 1,28% 12,87% 
Tesouro Prefixado 2028 1,20% 
Tesouro Selic 2028 1,20% 
Tesouro Selic 2031 1,17% 
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 0,94% 10,85% 
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 0,93% 10,88% 
Tesouro IPCA+ 2029 0,71% 10,34% 
Poupança antiga** 0,68% 7,49% 
Poupança nova** 0,68% 7,49% 
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 0,59% 
Tesouro IPCA+ 2050 0,47% 
Dólar à vista -0,85% -13,68% 
Dólar PTAX -0,93% -13,86% 
Bitcoin -17,42% -15,12% 
(*) Até dia 28/11.  
(**) Poupança com aniversário no dia 27.  
(-) Títulos não apresentam rentabilidade anual porque começaram a negociar depois de janeiro. Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.  
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase Inc..

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