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Venda pode pressionar ações após alta de 53% no ano; Pátria foi investidor histórico e deve zerar participação na rede de academias.
Executivos de bancos de investimento estão sondando o mercado sobre o interesse — e a que preço — em um provável leilão de ações da Smart Fit (SMFT3). Na operação, o fundo Pátria deve zerar sua participação de 12,9% na rede de academias. Se confirmada, a transação pode movimentar cerca de R$ 2 bilhões, segundo fontes.
O Pátria é um investidor histórico da Smart Fit, com aportes realizados em 2012 e 2019. Chegou a deter mais de 40% da companhia e, desde 2022, vem reduzindo sua fatia no negócio de private equity.
A venda mais recente ocorreu há seis meses, quando o fundo se desfez de metade da posição e assumiu um lock-up (período de restrição à negociação) de seis meses.
Com o fim desse prazo, o mercado já espera um novo block trade — movimento que pode pressionar as cotações e, ao mesmo tempo, criar um ponto atrativo de entrada no papel.
Procurada, a Smart Fit e o Pátria informaram que não comentariam o assunto.
No acumulado de 2025, os papéis da Smart Fit sobem 53%, cotados a R$ 25,44. Na última venda do Pátria, em maio, estavam a R$ 22,33.
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Além da bandeira low cost Smart Fit, a companhia controla as marcas Bio Ritmo, Nation CT, Velocity, Race Bootcamp e a plataforma corporativa TotalPass, que oferece acesso a academias como benefício. Após o baque da pandemia, a empresa retomou a expansão — inclusive internacional — e hoje soma 1.867 unidades.
A maioria (47%) está no Brasil; 22% no México; e os 31% restantes distribuídos por mais de dez países da América Latina, como Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e Chile. Até o fim do ano, deve inaugurar uma segunda unidade no Marrocos.
Na teleconferência de resultados, executivos afirmaram ver oportunidades em alguns mercados, mas sem foco específico.
“A Smart Fit é uma das poucas companhias brasileiras que conquistou sucesso na internacionalização. E atua em um segmento que ainda parece ter muito espaço para crescer, mesmo já contando com quase 2 mil unidades”, disse um analista.
Para um gestor, há um “vento a favor” para o negócio, impulsionado pela cultura de bem-estar e pela febre dos medicamentos que reduzem glicemia e apetite.
“O pessoal toma esses remédios, para de beber, emagrece e se anima para treinar. Olha o que vem acontecendo com o volume da Ambev”, disse, em referência à queda nas vendas de cerveja.
Outro gestor, porém, é mais cético:
“Está longe de ser um negócio ruim. Mas me incomoda muito o nível de múltiplo.”
Segundo ele, a Smart Fit negocia na B3 a 17 vezes o lucro estimado para 2026 — bem acima da média do varejo, abaixo de 10 vezes.
“Não sei se estou disposto a pagar por esse crescimento. Expansão internacional é um exemplo do que não quero pagar. Não conheço esses mercados da América Latina e, especificamente, do México.”
Nos resultados do terceiro trimestre, recém-divulgados, os números do México vieram abaixo do esperado.
“Enquanto as academias brasileiras continuam apresentando desempenho superior e novas unidades amadurecem, o México ainda ficou para trás devido a um ambiente macro desafiador, concorrência e canibalização”, escreveram analistas do BofA.
Outro ponto é o guidance: para cumprir a meta de abrir entre 340 e 360 novas unidades em 2025, a Smart Fit terá de concentrar inaugurações neste último trimestre, o que deve pressionar a margem bruta. Até outubro, foram abertas 150 academias, e há outras 252 em obras para 2025 e 2026.
O gestor menos otimista reconhece espaço para consolidação, mas evita “hypes”:
“Acho que tem espaço para consolidação e que ela pode se beneficiar disso. Mas tenho dificuldades de comprar essas histórias de abrir uma unidade em cada esquina.”
Na América Latina, a taxa de adesão a academias é de apenas 2% a 5%, contra 12% a 20% nos EUA e Reino Unido.
“Os números mostram que o principal concorrente da Smart Fit ainda é a inatividade, não outras redes”, disse um analista. Assim, a empresa acaba “criando mercado”.
O gestor cético avalia:
“Acho que tem preço para comprar. Mas não nos múltiplos atuais. Uns 20% para baixo pode ficar assimétrico.”
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