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Neste ano, fabricante espera entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais e entre 145 e 155 aeronaves executivas

A Embraer (B3: EMBR3; NYSE: ERJ) divulgou nesta quinta-feira (27), antes da abertura do mercado, os resultados do quarto trimestre de 2024, e o balanço mostra que a companhia continua “voando alto”, com perdão do trocadilho.
A fabricante de aeronaves registrou números expressivos em linhas importantes do balanço, como lucro líquido ajustado, receita líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
O mercado reage bem aos resultados. Por volta das 10h30, os papéis EMBR3 abriram o pregão em alta de 4%, configurando a maior alta do Ibovespa até o momento. Enquanto, na bolsa de Nova York, o ADR (recibo de ações) subia 1,7%.
Segundo o JP Morgan, alguns dos números superaram significativamente o esperado. Como principais pontos positivos, os analistas destacam a margem EBIT da aviação comercial, a receita líquida e o fluxo de caixa livre.
Por outro lado, o banco esperava um lucro líquido mais alto do que os R$ 267 milhões reportados, um indicador que foi prejudicado por conta da depreciação do real contra o dólar.
Veja só os principais destaques do balanço da Embraer:
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No último trimestre do ano passado, a Embraer entregou 75 jatos, sendo 44 jatos executivos (22 leves e 22 médios) e 31 jatos comerciais.
Ao todo, em 2024, a empresa entregou um total de 206 aeronaves, sendo 73 jatos comerciais (47 E2 e 26 E1), 130 jatos executivos (75 leves e 55 médios) e 3 KC-390 Millennium multimissão em Defesa & Segurança, um volume 14% acima do ano anterior.
A fabricante de aeronaves também divulgou ao mercado o guidance para o ano de 2025.
A companhia estima entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais e entre 145 e 155 aeronaves executivas.
Para a receita total, a previsão da empresa é entre US$ 7,0 e US$ 7,5 bilhões, margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3% e fluxo de caixa livre ajustado de US$ 200 milhões ou maior para o ano.
Na opinião dos analistas do JP Morgan, entretanto, as projeções divulgadas implicam um EBIT inferior às estimativas do banco e ao próprio consenso do mercado para 2025, sinalizando uma ausência de gatilhos para novas altas da ação da Embraer.
“Consideramos as projeções para 2025 neutras para as ações, pois, apesar do crescimento contínuo nas entregas e na receita, elas implicam um EBIT ajustado entre US$ 525 milhões e US$ 623 milhões, contra nossas estimativas de US$ 634 milhões e o consenso de US$ 632 milhões, limitando o potencial de alta de curto prazo para o EBIT”, dizem os analistas do JP Morgan.
* Com informações do Money Times.
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