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O acordo, no modelo atípico, define que a mineradora passará a ser responsável por todos os encargos referentes ao empreendimento localizado em Minas Gerais
O fundo imobiliário BRPR Corporate Offices (BROF11) está em vias de dizer adeus a um imóvel presente no portfólio, e o motivo é um contrato de locação com a Vale (VALE3).
O FII informou ao mercado que estabeleceu um novo acordo com a empresa, que é inquilina do edifício Águas Claras, em Minas Gerais, desde abril deste ano. Até então, o contrato previa que a empresa ocuparia o ativo até 2030.
No entanto, o novo contrato de locação foi feito na modalidade atípica, ou seja, possui prazos longos, sem revisional no meio do período, e conta com multas altas de rescisão. A locação pela Vale terá duração de dez anos.
Além disso, a mineradora se torna responsável por todos os riscos e benefícios referentes à posse do empreendimento, o que inclui os tributos e encargos do imóvel.
Por outro lado, a Vale passa a ter a opção de comprar o imóvel durante o período de vigência do novo contrato pelo preço total dos aluguéis que ainda faltariam. Caso a Vale não opte pela compra até 2035, o BROF11 também poderá vender o edifício para a empresa.
Com o novo acordo, o aluguel do empreendimento passa de R$ 552,28 mil por mês para R$ 612,50 mil. A mineradora também renunciou o direito de pedir a revisão do aluguel.
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Segundo o comunicado do FII, a operação com a Vale tem o objetivo de trazer liquidez para o BROF11, que vai antecipar R$ 44 milhões em recebíveis vinculados à locação do imóvel pela Vale.
O montante, segundo a BGR Asset, está em linha com o valor patrimonial do ativo.
Com a conclusão do acordo e o recebimento integral dos recursos, o edifício Águas Claras será retirado do balanço patrimonial do BROF11, o que definirá a alienação total do imóvel.
A gestora também informou que a cessão dos recebíveis será realizada sem coobrigação do FII.
Segundo o relatório gerencial de maio do BROF11, os recursos da venda do ativo serão utilizados para antecipar o pagamento de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que foram utilizados para a aquisição do imóvel E-Tower e totalizam R$ 216 milhões.
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