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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

VERSÃO TUPINIQUIM

BofA seleciona as 7 magníficas do Brasil — e grupo de ações não tem Petrobras (PETR4) nem Vale (VALE3)

O banco norte-americano escolheu empresas brasileiras de forte crescimento, escala, lucratividade e retornos acima da Selic

Monique Lima
Monique Lima
11 de dezembro de 2025
19:21 - atualizado às 18:03
Bandeira do Brasil com moedas de real ao fundo
Bandeira do Brasil com moedas de real ao fundo. - Imagem: iStock

O grupo de empresas norte-americanas “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta Platforms, Nvidia e Tesla) ganhou a preferência de investidores por todo o mundo pelo grande potencial de retorno com suas ações.  

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Segundo o Bank of America (BofA), essas sete empresas se destacam por sua escala nos negócios, execução eficiente e exposição a tendências estruturais crescentes — principalmente em tecnologia.  

Ao introduzir essa ideia no universo das ações brasileiras, os analistas do BofA foram atrás de empresas que combinam forte crescimento, escala, lucratividade e retornos acima da taxa Selic.  

“Diferentemente do grupo norte-americano, as sete magníficas brasileiras oferecem uma exposição setorial mais ampla (financeiro, industrial e varejo). O grupo não está tão exposto às narrativas de tecnologia/IA, mas essa diversificação pode ajudar as ações a terem bom desempenho em todos os ciclos econômicos”, diz o relatório do BofA. 

Apesar das diferenças setoriais, seus pesos de índice são comparáveis: as sete magníficas dos EUA representam cerca de 35% do S&P 500, enquanto as sete ações brasileiras representam cerca de 31% do MSCI Brasil.  

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Apenas o Mercado Livre fica de fora, porque o MSCI é um índice classificado por país. A empresa é argentina, mas entra na cesta de ações do Brasil devido a sua forte exposição ao país, de mais de 70%.  

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As sete magníficas brasileiras são:  

  • Nubank (ROXO34),  
  • WEG (WEGE3),  
  • BTG Pactual (BPAC11),  
  • Raia Drogasil (RADL3),  
  • Localiza (RENT3),  
  • Mercado Livre (MELI34), e
  • Itaú (ITUB4).  

Desempenho acima da Selic 

O primeiro critério dos analistas do BofA foi selecionar as ações que tiveram retorno total acima da taxa Selic e capitalização de mercado acima de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões). 

Segundo o relatório, a taxa básica de juros do Brasil é estruturalmente alta e, frequentemente, a Selic é utilizada como indicador de custo de capital. “Por isso, um dos nossos critérios de triagem foi as ações superarem a Selic ao longo de seu histórico de negociação”.  

Os sete nomes selecionados superaram a Selic em 19 dos últimos 26 anos. As magníficas brasileiras só tiveram desempenho inferior durante crises (2008 e 2015) e ciclos de alta dos juros (2015, pandemia e 2024).

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Outros critérios avaliados foram:  

  1. Escala: mistura de capitalização de mercado e faturamento;
  1. Valuation: ação negociando a um preço sobre lucro (P/L) de 12 meses à frente mais alto;  
  1. Crescimento: taxa de crescimento anual (CAGR) de receita elevada em quatro anos; e  
  1. Lucratividade: retorno sobre patrimônio líquido (ROE) futuro alto.  

As sete inesquecíveis 

O BofA também fez uma seleção de sete ações brasileiras “inesquecíveis”. São empresas classificadas como maduras, em setores como energia, mineração e bebidas.  

Essa triagem considerou alta capitalização de mercado e liquidez, ROE médio, baixo crescimento e avaliações descontadas. 

“Apesar de seu tamanho e escala (33% da MSCI Brasil), esse grupo de ações caiu em desuso nos últimos anos, pois possui um perfil mais orientado para valor (avaliações mais baratas, menor crescimento) e taxas globais baixas”, diz o relatório.  

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São elas: Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), JBS (JBSS32), Banco do Brasil (BBAS3), Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC4), Gerdau (GGBR4).  

“Elas são geradoras de fluxo de caixa forte a preços mais baixos do que o grupo das sete magníficas e podem se beneficiar em um cenário de aumento das taxas de juros — quando estratégias orientadas ao valor tendem a superar o desempenho em ações”, diz o relatório.

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