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Banco americano vê demanda resiliente nos EUA, com preços em alta, e bom dever de casa das empresas ao segurar os gastos com investimentos
O novo aumento nas tarifas de importação do aço para os Estados Unidos se reverteu em um cenário positivo para a Gerdau (GGBR4) e sua holding, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) — levando o Bank of America (BofA) a melhorar a recomendação das ações das duas empresas de neutro para compra.
Em relatório desta quinta-feira (5), os analistas Caio Ribeiro, Guilherme Rosito e Mariana Leite destacam que o mercado de aços longos dos EUA tem se mostrado resiliente este ano, com preços em alta para vigas e barras, além de uma demanda robusta.
Diante deste cenário, o trio acredita que o recente aumento nas tarifas de importação de aço para 50% pode impulsionar aumentos adicionais nos preços dos produtos tanto da Gerdau como da Metalúrgica Gerdau.
“Acreditamos que o recente aumento nas tarifas pode levar a preços mais altos de aço longo, impulsionando para cima a revisão dos lucros, especialmente para 2026. Vale mencionar que a América do Norte deve representar entre 50% a 60% do Ebitda da Gerdau entre 2025 e 2026”, diz o relatório.
Em paralelo ao bom cenário da América do Norte, os analistas do BofA também destacam a redução do capex (investimentos em bens de capital) que deve impulsionar o fluxo de caixa da Gerdau.
A empresa anunciou recentemente que pretende reduzir o capex em 2026 entre 10% a 20%, para uma faixa próxima dos R$ 5,2 bilhões.
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“A combinação de maior Ebitda em 2026 e menor capex leva a um fluxo de caixa maior para 2026, expandindo o FCF de um dígito em 2025 para algo próximo de 13% a 14% em nossa estimativa, o que achamos atraente”, diz o relatório do BofA.
O cenário brasileiro, por outro lado, entra nessa conta como um detrator.
As perspectivas para o mercado siderúrgico local são desanimadoras, na visão do BofA, tanto para produtos de aço longo quanto para plano. No entanto, os analistas argumentam que essa perspectiva negativa já esteja precificada nos atuais preços da Gerdau.
“Além disso, os investimentos para aumentar a capacidade de bobina a quente no Brasil, a otimização de custos derivada de investimentos em mineração e os preços mais altos do aço nos EUA compensam o mercado brasileiro desaquecido, impulsionando um crescimento de 14% no Ebitda em relação ao ano anterior”, diz o relatório.
O resultado de toda essa análise foi a elevação da recomendação para as ações da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau, de neutro para compra.
Os analistas afirmam que atualizaram as projeções de preços para o aço nos EUA e incorporaram aos modelos da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau um aumento sustentado de 5% na receita líquida por tonelada já no terceiro trimestre de 2025.
“Isso eleva nosso Ebitda estimado de 2025 para R$ 10,9 bilhões, de R$ 10,1 bilhões anteriormente, e de R$ 11 bilhões para R$ 12,4 bilhões em 2026.”
Os preços-alvo para as ações GGBR4 e GOAU4 também foram revistos.
O preço-alvo para Gerdau aumentou de R$ 17,50 para R$ 22 — um potencial de valorização de 35,5% em relação ao fechamento da véspera, de R$ 16,24.
Já o preço-alvo para Metalúrgica Gerdau subiu de R$ 10,50 para R$ 13 — indicando uma possível alta de 45,6% nos próximos 12 meses.
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