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G-20

Yellen no Brasil: as principais declarações da chefona do Tesouro dos EUA na passagem por aqui

Ela, que já foi presidente do Federal Reserve, participou hoje de encontro promovido pela Amcham Brasil e falou sobre o potencial de crescimento brasileiro, inflação nos EUA e outros temas que o Seu Dinheiro resumiu para você

Mulher sentada de óculos e cabelos presos com a bandeira do Brasil atrás. Ao lado dela, outra mulher, de cabelos brancos, sentada, segura um microfone enquanto olha para o entrevistador, que também está sentado, com uma ficha na mão
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, participam de encontro da Câmara Americana de Comércio - Amcham Brasil, na Sala São Paulo - Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, está em São Paulo nesta terça-feira (27) para o encontro do G-20 (que reúne os países avançados e as principais economias em desenvolvimento do mundo). O Brasil está na presidência do grupo.

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No âmbito da reunião, a chefona do Tesouro — que também já foi presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) — participou de evento promovido pela Amcham Brasil junto com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. 

Yellen falou sobre o potencial de crescimento brasileiro, inflação nos EUA, pobreza e desigualdade e também sobre mudanças climáticas. O Seu Dinheiro listou as principais declarações feitas hoje. 

O crescimento do Brasil 

Yellen vê um potencial de crescimento inexplorado no Brasil e os EUA podem ser parceiros nessa empreitada. 

Para a secretária do Tesouro norte-americano, o setor privado pode destravar uma expansão sólida, atraindo investimentos para o País.

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“É vital que o Brasil crie condições para o setor privado investir e crescer”, afirmou ela, durante encontro promovido pela Amcham Brasil com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva. 

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Segundo Yellen, há uma grande oportunidade para o Brasil se tornar mais integrado às cadeias de valores globais e os EUA serão um grande parceiro neste esforço. 

“Passos como endereçar altos tributos externos e progredir na adoção de padrões da OCDE podem tornar o país mais atrativo”, afirmou Yellen, acrescentando que isso permitirá ao Brasil atrair mais investidores estrangeiros.

Yellen também aproveitou para parabenizar o ministro da Economia, Fernando Haddad, na aprovação da reforma tributária. 

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Infraestrutura no Brasil

A parceria entre Brasil e EUA também apareceu nos comentários de Yellen sobre transição energética. 

Segundo ela, essa transição exigirá projetos de infraestruturas massivas, mas trará oportunidades de trocas de investimentos entre brasileiros e norte-americanos.

Nesse sentido, ela disse que os EUA pretendem incentivar empresas de lá a ampliarem investimentos verdes por aqui.

“Pretendemos direcionar US$ 1 trilhão por ano em oportunidades globais de investimentos relacionadas com os compromissos de NetZero até 2050”, afirmou Yellen. 

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Mudanças climáticas

O investimento na transição energética é parte do compromisso da Casa Branca em combater as mudanças climáticas, segundo Yelle. 

Esse compromisso inclui apoio financeiro aos países emergentes e em desenvolvimento — e apoio à agenda do Brasil em 2024 na presidência do G-20. 

"Estamos trabalhando para apoiar mercados emergentes em diferentes iniciativas, de investimento ecológico, incluindo por meio de reestruturação e evolução de emissões de carbono", disse Yellen. 

Na semana passada, em visita ao Brasil, o secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, informou ao presidente Lula que o país estuda realizar um novo aporte no fundo da Amazônia.

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Pobreza e desigualdade: prioridades da agenda do Brasil

A secretária do Tesouro dos EUA, também falou sobre a redução da desigualdade social e da pobreza — uma agenda cara ao Brasil na presidência do G-20. 

"Apoiamos o projeto do Brasil de fornecer um fórum para países da África organizarem conversas sobre dívidas para melhorar a arquitetura financeira do financiamento climático", disse.

O fortalecimento dos bancos de desenvolvimento multilaterais, uma das bandeiras do Brasil, também é apoiado pela Casa Branca, segundo Yellen. 

Ela ressaltou que as últimas negociações internacionais conseguiram destravar US$ 200 bilhões em nova capacidade de empréstimos para estes bancos na próxima década.

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Um dos esforços, afirmou Yellen, é que os bancos de investimento multilaterais possam ajudar a mobilizar também mais investimento privado para apoiar os países emergentes.

Inflação nos EUA

As declarações de Yellen não foram só sobre o Brasil e a parceira com os EUA. Ela também falou sobre uma questão doméstica, que mexe com o mundo todo: a inflação norte-americana. 

Ele reconheceu que seu país já teve progressos significativos no controle da inflação, que chegou a alcançar, em 2022, o maior nível em quatro décadas. 

Segundo Yellen, as rupturas causadas pela pandemia de covid-19 têm se dissipado gradualmente e permitido à inflação nos EUA perca força.

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A secretária do Tesouro dos EUA disse ainda que está otimista com o desempenho da economia norte-americana em 2024, mesmo com os dados apontando para uma desaceleração no crescimento.

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