Império de Warren Buffett, Berkshire Hathaway bateu recorde com mais de US$ 300 bilhões em caixa no 3T24, sem recompra de ações
Com isso, o lucro operacional da Berkshire — que abrange o lucro total das empresas do conglomerado — totalizou US$ 10,1 bilhões, uma queda de cerca de 6% em um ano

O conglomerado de Warren Buffet, a holding Berkshire Hathaway, publicou seus resultados do terceiro trimestre na manhã deste sábado (2). O Império do Oráculo de Omaha viu o caixa crescer para um recorde de US$ 325,2 bilhões até o final de setembro, um aumento em relação aos US$ 276,9 bilhões do intervalo imediatamente anterior.
Vale dizer que os investidores acompanham mais o caixa do que o lucro devido às regras contábeis, que exigem que a empresa inclua ganhos e perdas não realizados de sua enorme carteira de investimentos em seu lucro líquido.
Por isso, os mercados voláteis podem fazer com que o lucro líquido do conglomerado mude substancialmente de trimestre para trimestre, independentemente de como estão seus negócios.
Com isso, o lucro operacional da Berkshire — que abrange o lucro total das empresas do conglomerado — totalizou US$ 10,1 bilhões, uma queda de cerca de 6% em relação ao ano anterior.
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Outras operações importantes da Berkshire Hathaway
De acordo com o comunicado de resultados, o montante da holding continuou crescendo após as vendas de porções significativas de suas maiores posições acionárias. A saber: Apple e Bank of America (BofA).
Dessa forma, a Berkshire vendeu cerca de um quarto de participação na Apple, reduzindo posições na empresa pelo terceiro trimestre consecutivo. Ao mesmo tempo, a Berkshire conseguiu mais de US$ 10 bilhões com a venda de seu investimento de longa data no Bank of America.
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No total, o “Oráculo de Omaha”, como é conhecido o megainvestidor de 94 anos, fez a Berkshire vender US$ 36,1 bilhões em ações no terceiro trimestre.
Sem recompras neste trimestre
Ainda segundo o relatório deste sábado, a Berkshire não fez nenhuma recompra de ações durante os meses de julho e setembro.
A recompra de papéis já havia desacelerado desde o começo do ano, à medida que as ações da Berkshire superaram o benchmark e renovaram os recordes de preço.
Desde o início do ano, as ações BRK.A já subiram 24,95%, cotadas a US$ 678 mil, superando o retorno de 20,1% do S&P 500 no ano até agora.
Todo o império de Buffet ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão de valor de mercado no terceiro trimestre, quando atingiu uma nova máxima histórica.
O conglomerado havia recomprado apenas US$ 345 milhões de suas próprias ações no segundo trimestre — valor significativamente menor do que os US$ 2 bilhões recomprados em cada um dos dois trimestres anteriores.
Porém, a empresa afirmou em comunicado que recomprará ações quando o presidente Buffett "acreditar que o preço de recompra está abaixo do valor intrínseco da Berkshire, estipulado de maneira conservadora."
O mercado e a Berkshire Hathaway
A postura conservadora de Buffett ocorre em um momento em que o mercado de ações disparou em 2024, após dados inflacionários indicarem a chance de um “pouso suave” dos juros nos Estados Unidos.
No entanto, as taxas de juros não têm correspondido ultimamente, com o rendimento do Tesouro de 10 anos subindo acima de 4% no mês passado.
Investidores notáveis, como Paul Tudor Jones, ficaram preocupados com o déficit fiscal crescente e o fato de nenhum dos dois candidatos presidenciais que se enfrentarão na próxima semana nas eleições cortar os gastos para enfrentá-lo.
Buffett insinuou este ano que estava vendendo algumas participações em ações com a noção de que as taxas de impostos sobre ganhos de capital teriam que ser aumentadas em algum momento para tapar o crescente déficit.
*Com informações da CNBC
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