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O projeto de resolução também apela ao Conselho de Segurança que reconsidere favoravelmente o pedido dos palestinos para a adesão plena à organização

Menos de 24 horas depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que continuaria sozinho a sua ofensiva contra o Hamas — que agora se concentra em Rafah, no sul de Gaza — a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, com maioria esmagadora, uma resolução que concede direitos adicionais aos palestinos.
Além disso, o projeto também apela ao Conselho de Segurança que reconsidere favoravelmente o pedido dos palestinos para a adesão plena à organização.
“A Assembleia Geral determina que o Estado da Palestina está qualificado para ser membro da ONU em conformidade com o artigo 4° da Carta das Nações Unidos e deve, portanto, ser admitido como membro das Nações Unidas”, diz a resolução.
Entre os direitos concedidos aos palestinos estão o assento entre os estados-membros por ordem alfabética, a apresentação de propostas individualmente ou em nome de um grupo perante a Assembleia Geral, a solicitação do direito de resposta, solicitar modificações na agenda e fazer declarações, entre outros pontos.
A resolução também pede que os direitos reivindicados pelos palestinos sejam considerados como exceção e não tomados como um precedente.
“O Estado da Palestina, na qualidade de Estado observador, não tem o direito de votar na Assembleia Geral ou de apresentar a sua candidatura aos órgãos das Nações Unidas”, diz a resolução.
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O projeto de resolução, apresentado pelos Emirados Árabes Unidos e copatrocinado por 40 países, obteve 143 votos a favor e nove contra, com 25 abstenções entre os 193 estados-membros.
Israel encabeçou a lista de países que votaram contra junto com os EUA e Hungria.
Canadá, Alemanha, Ucrânia, Itália e Reino Unido se abstiveram.
No dia anterior, Netanyahu disse que seu país enfrentaria o Hamas sozinho se necessário.
“Digo aos líderes do mundo que nenhuma pressão, nenhuma decisão de qualquer fórum internacional impedirá Israel de se defender. Se Israel for forçado a permanecer sozinho, seguirá sozinho”, afirmou.
A preocupação com os impactos da ofensiva no sul de Gaza levou o presidente dos EUA, Joe Biden, a cortar o suprimento de alguns itens militares para Israel.
A passagem de Rafah na fronteira com o Egito, maior ponto de entrada para ajuda humanitária, está fechada desde que o Exército israelense tomou controle pelo lado de Gaza na terça-feira (7).
*Com informações da Reuters e da Lusa
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