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ATRÁS DAS CORTINAS DA GUERRA

Trégua à vista? Os bastidores das negociações entre Israel e o Hamas que podem levar a um cessar-fogo

EUA, Catar e Egito estão liderando um esforço para que os dois lados aceitem os termos de um acordo, mas as negociações esbarram em exigências difíceis de cumprir

Bandeiras de Palestina e Israel simbolizando conflito
Bandeiras da Palestina e de Israel. - Imagem: ffikretow/iStock

Um pesado bombardeio em Gaza, com dezenas de ataques aéreos apoiados por blindados em solo foi o cenário que o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, deixou para trás para ir ao Cairo negociar uma proposta de cessar-fogo na guerra com Israel e que supostamente envolveria a libertação de reféns israelenses.

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O Ministério da Saúde de Gaza disse na quarta-feira (31) que 26.900 palestinos foram mortos no território desde o início do conflito, em 7 de outubro, após o ataque do Hamas ao sul de Israel, e quase 66.000 pessoas ficaram feridas.

Israel, por sua vez, informou que três dos seus soldados foram mortos em batalhas em Gaza nas últimas 24 horas, elevando para 224 o total de mortos desde o início da ofensiva terrestre na região. 

A trégua entre Israel e o Hamas

A trégua entre Israel e o Hamas está sendo costurada há algumas semanas e, nos bastidores, circula a informação de que o grupo só aceitaria um acordo que incluísse o fim da guerra e a retirada de todas as tropas israelenses de Gaza. 

Do lado de Israel, os negociadores chegaram a concordar com a base de uma proposta para a libertação de reféns.

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O pacto, elaborado durante uma reunião dos chefes das agências de inteligência Mossad e Shin Bet com membros do governo do alto escalão dos EUA, do Catar e do Egito, foi apresentado na segunda-feira ao Hamas e beirou o fracasso. 

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Mas, nesta quinta-feira (1), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, sinalizou que ainda havia chance de o cessar-fogo ser alcançado. 

“Ainda temos um caminho muito difícil pela frente”, disse al-Ansari, sobre um acordo para pôr fim à guerra em Gaza.

“Mas estamos otimistas porque ambos os lados concordaram agora com a premissa que levaria a uma próxima pausa. Esperamos que nas próximas semanas possamos compartilhar boas notícias sobre isso”, acrescentou.

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As linhas gerais do acordo

O acordo permitiria ainda a libertação de todos os reféns israelenses, começando pelas mulheres, crianças, idosos e doentes. 

Fontes próximas da negociação indicam ainda que a oferta gira em torno de uma pausa de 45 dias nos combates em troca de 35 a 40 reféns na primeira fase. Cerca de 100 a 250 prisioneiros palestinos seriam libertados por cada refém.

Novas libertações aconteceriam em troca de uma extensão da trégua e de uma maior proporção de liberações de prisioneiros palestinos por cada refém.

Haveria ainda “pausas faseadas” na guerra de Israel contra o Hamas enquanto o processo se desenrolasse.

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Israel também permitiria mais ajuda a Gaza e libertaria um grande número de prisioneiros palestinianos.

O acordo não prevê um cessar-fogo permanente, mas também não exclui essa possibilidade.

*Com informações do The Guardian e da Al Jazeera

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