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Para banco holandês, o fornecimento do minério foi um fator essencial para que o tratado saísse depois de tanto tempo de negociação

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia finalmente saiu do papel, no final da semana passada. O tratado criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, atingindo mais de 700 milhões de pessoas e representando cerca de 20% do PIB global.
Segundo a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, o acordo visa a aumentar o comércio e o investimento bilateral, reduzir as barreiras tarifárias e não tarifárias, criar regras mais estáveis e promover valores comuns, como o desenvolvimento sustentável.
Apesar de não ter ganhado notoriedade nas manchetes, uma commodity “fora do radar” pode ter sido uma das grandes responsáveis pelo acordo ter saído, após tantos anos de negociação: o lítio, chamado de “petróleo branco”.
Com alto valor de mercado e aplicações diversas na indústria, o lítio é visto como um componente essencial para a transição rumo às energias renováveis. Isso porque ele é usado em carros elétricos, celulares e baterias recarregáveis.
Conforme a UE caminha rumo à energia verde, ter um fornecimento de lítio pode ser uma verdadeira mão na roda. Vale lembrar que, no momento, o bloco ainda é bem dependente da China para o fornecimento de matérias-primas, como o lítio.
E aí entra o Mercosul, já que a Argentina e o Chile têm algumas das maiores reservas de “petróleo branco” do mundo. No total, a América Latina é responsável por quase 35% do minério no mundo, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
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"Pode ser difícil quantificar exatamente o valor econômico de ter melhor acesso a esses materiais através de laços mais estreitos com o Mercosul, mas acreditamos que esse elemento particular teve muito peso estratégico para a UE ao fechar o acordo", escreveram os analistas do banco holandês ING.
“O acordo comercial UE-Mercosul apresenta uma enorme oportunidade para diversificar o acesso a matérias-primas críticas como lítio e cobre, que são essenciais para indústrias-chave como a mobilidade elétrica e as energias renováveis”, declarou a Federação das Indústrias Alemãs em comunicado, na sexta-feira (6).
De acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o acordo é um “ganha-ganha” que pode fazer as companhias do bloco economizarem 4 bilhões de euros
(R$ 25,4 bilhões) por ano em tarifas de exportação.
Na visão de Federico Steinberg, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o acordo foi possível no momento atual por conta de três fatores:
O pesquisador corrobora a visão do ING de que, sob os termos do acordo, as empresas europeias vão poder acessar mais facilmente importantes matérias-primas, como o lítio.
“Em troca, a União Europeia reduzirá as tarifas sobre produtos agrícolas e outros bens e contribuirá com 1,8 bilhão de euros através da iniciativa Global Gateway para apoiar a transição verde e digital do Mercosul", disse Steinberg.
Nem todos ficaram felizes com essas medidas favoráveis ao agronegócio. A França e a Polônia acreditam que o tratado pode prejudicar o agro europeu.
* Com informações da CNBC.
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