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Uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) mostra por que o ex-presidente está endurecendo ainda mais os já contundentes discursos em busca de votos em novembro
Há quem diga que quanto pior a doença, maior é a dose do remédio — e, neste caso, Donald Trump está caprichando. O republicano, que aparece atrás de Kamala Harris nas pesquisas para a Casa Branca, deu mais declarações contundentes nesta terça-feira (15) para tentar chamar votos e vencer no dia 5 de novembro.
Depois de comparar imigrantes a animais e prometer endurecer ainda mais as regras contra os ilegais, Trump pegou pesado com outro tema sensível à economia norte-americana: as tarifas.
Se, em seu primeiro mandato, o republicano ficou conhecido por travar uma guerra comercial com a China, o segundo mandato, caso vença, não deve ser muito diferente: ele reiterou hoje que não será econômico na taxação.
"A palavra mais bonita do dicionário é tarifa", disse Trump em entrevista à Bloomberg News TV.
O republicano também confirmou uma das bandeiras da primeira gestão: afirmou que trará as empresas de volta aos EUA, reduzindo impostos para as companhias que decidirem produzir em território norte-americano.
Ao mesmo tempo em que promete trazer as empresas de volta, Trump repetiu que aplicará tarifas para tirar a vantagem de bens importados.
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"Quanto mais alta a tarifa, mais empresas virão produzir nos EUA", afirmou.
E ninguém deve escapar do tarifaço do repubilcano. Segundo ele, a China não venderá carro nos EUA e colocará taxas de 100%, 200%, 300% para evitar a entrada de veículos de fábricas chinesas no país.
Trump também disse que os EUA não terão mais déficit comercial com a União Europeia, indicando que também pretende impor tarifas a produtos fabricados no bloco.
O discurso ainda mais duro de Trump sobre as tarifas tem uma razão: o republicano aparece atrás de Kamala Harris nas pesquisas de intenção de voto.
Levantamento da TIPP publicado nesta terça-feira mostra a democrata com 49% e Trump com 46% da preferência.
A pesquisa entrevistou 1.198 pessoas on-line, entre 12 e 14 de outubro. A margem de erro da sondagem é mais ou menos 2,9 pontos.
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