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Guerra de chips entre EUA e China começa a prejudicar empresas: parceira holandesa da Nvidia dá os primeiros sinais de ‘crise’

ASML, uma das empresas mais valiosas da Europa, reduz guidance para vendas no país asiático em 2025 – entenda como isso pode ser uma ‘prévia’ pro mercado de semicondutores

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Imagem: iStock.com/blackdovfx

A “guerra de chips” entre os Estados Unidos e a China já começou a dar os primeiros sinais de que não vai sair barata para nenhum dos envolvidos. A fabricante holandesa ASML divulgou números importantes nesta terça-feira (15) que permitem vislumbrar essa possível crise no mundo dos semicondutores.

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Antes, é importante entender por que uma empresa holandesa que não é tão popular entre as pessoas comuns desempenha um papel tão chave nessa história. 

A ASML é essencial para a indústria global de chips. Junto à Novo Nordisk (fabricante do Ozempic) e à LVMH, ela está entre as companhias mais valiosas da Europa, com o valor de mercado de US$ 318 bilhões (R$ 1,8 trilhão).

Ao produzir máquinas de altíssima tecnologia, a holandesa permite que empresas como Nvidia e Taiwan Semiconductor Manufacturing fabriquem os chips que estão impulsionando os avanços da inteligência artificial.

Acontece que essas supermáquinas não podem ser vendidas à China, devido às restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos no final do ano passado. 

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Daí a redução do guidance da ASML, que agora espera entre US$ 32 bilhões e US$ 38 bilhões (R$ 181,3 a R$ 215,3 bilhões) em vendas líquidas para o ano que vem.

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Nesse contexto, os números mais fracos da fabricante holandesa já podem ser uma prévia do que o mercado deve esperar para outras empresas do segmento de semicondutores que têm participação relevante no mercado chinês. Uma delas, por exemplo, é a Nvidia.

Redução no guidance

A empresa não nega que a restrição imposta pelos EUA é parcialmente responsável pela queda das vendas na China. O CFO, Roger Dassion, disse em conferência nesta quarta-feira (16) que precisará ter um “olhar mais cuidadoso com as vendas” no país asiático.

A preocupação torna-se ainda mais válida ao analisar os dados: no ano passado, 29% das vendas da ASML vieram da China. No 2T24, o número foi ainda mais expressivo: 49%. 

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Agora, a expectativa da empresa, já prevendo desaceleração por conta da “guerra de chips”, é que as vendas na China representem 20% da receita total em 2025. 

Do outro lado da moeda, os consumidores chineses estão reagindo às restrições estocando produtos da ASML para continuar desenvolvendo tecnologia. 

Vale lembrar que as máquinas mais avançadas da empresa holandesa nunca foram vendidas na China – e nem devem ser comercializadas em breve, dado o cenário geopolítico. Por este motivo, os chineses têm estocado as máquinas de segunda linha da companhia. 

Relembre a guerra de chips entre Estados Unido e China

Em outubro de 2023, o Departamento de Comércio norte-americano afirmou que iria “restringir significativamente” as exportações de semicondutores, em especial aqueles relacionados à Inteligência Artificial (IA).

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Na ocasião, Gina Raimondo, secretária do Departamento de Comércio, afirmou que o objetivo era restringir o acesso da China aos semicondutores de ponta, “que poderiam gerar avanços em IA e levar a computadores mais sofisticados”. 

Vale lembrar que os semicondutores são usados em uma série de aparelhos eletrônicos, como celulares, computadores, televisores, carros e — tanto no caso da China quanto dos Estados Unidos — no desenvolvimento de tecnologia militar.

Em outras palavras, a medida também serve para que os EUA não fiquem atrás na corrida tecnológica contra os chineses.

Assim, as novas regras dão mais poderes aos EUA para determinar quais produtos e empresas podem ou não exportar, em nome da segurança nacional.

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Chips de última geração, como os produzidos pela Nvidia e pela Intel, são proibidos até receberem uma licença especial.

A China criticou as medidas, afirmando que violam as regras do comércio internacional e desestabilizarem a indústria global de semicondutores.

*Com informações da CNBC

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