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Em meio a mensagens de solidariedade a Trump, Elon Musk foi o primeiro financiador de grande porte a endossar a candidatura do republicano
O ex-presidente norte-americano Donald Trump passou a receber mensagens de solidariedade de líderes de todos os cantos do mundo depois de um ataque a tiros durante um comício ter deixado ele ferido e resultado na morte de pelo menos duas pessoas no sábado.
Uma dessas mensagens partir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda na noite de ontem, quando imagens do atentado ao comício terem começado a circular pela mídia.
“O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política. O que vimos hoje é inaceitável”, escreveu Lula em sua conta no X, o antigo Twitter.
Mas Trump não recebeu apenas mensagens de solidariedade.
Nas horas que se seguiram ao ataque, ele também passou a receber apoio a sua candidatura por grandes financiadores que ainda se mostravam indecisos em relação a quem apoiar nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.
A primeira confirmação partiu de Elon Musk, dono das Tesla, da Space X e do ex-Twitter.
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“Endosso plenamente o presidente Trump e torço por sua rápida recuperação”, escreveu o homem mais rico do mundo em sua própria rede social.
A mensagem foi publicada momentos depois do ataque ocorrido em Butler, na Pensilvânia.
Também na noite de sábado, o megainvestidor Bill Ackman seguiu pela mesma trilha.
O dono da gestora Pershing Square costuma financiar campanhas democratas à Casa Branca. Horas depois do atentado, no entanto, ele formalizou seu apoio a Trump.
Embora o anúncio tenha coincidido com ataque, Ackman deu a entender que já estava decidido de antemão.
“Vou endossar formalmente o ex-presidente Donald Trump. Tomei essa decisão já há algum tempo”, escreveu o gestor em publicação fixada em seu perfil no X.
O bilionário prometeu ainda apresentar em breve uma justificativa mais aprofundada sobre por que, desta vez, não apoiará a candidatura do presidente Joe Biden.
Ackman figurou recentemente entre os financiadores que pressionaram Biden a abdicar da candidatura do Partido Democrata à Casa Branca.
Além de se manifestar publicamente depois do ataque, o presidente Joe Biden conversou com Donald Trump ontem à noite.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Casa Branca. O teor da conversa, porém, não foi revelado.
O FBI (sigla pela qual é conhecida a polícia federal norte-americana) assumiu o controle da investigação do caso e identificou o homem suspeito de abrir fogo durante o comício de Trump.
"O FBI identificou Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, morador de Bethel Park, Pensilvânia, como o suspeito envolvido na tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump em 13 de julho, em Butler, Pensilvânia", informou a agência por meio de nota.
De acordo com as informações disponíveis, Crooks estaria fora do perímetro de segurança do comício e foi morto por agentes do Serviço Secreto responsáveis por cuidar de Trump.
Além de Crooks, uma pessoa que assistia ao comício morreu e duas ficaram gravemente feridas pelos tiros disparados durante o evento.
Trump sofreu escoriações, mas já recebeu alta e pretende participar da Convenção Nacional do Partido Republicano.
O evento no qual deve ser confirmada a candidatura de Trump à Casa Branca está previsto para ocorrer entre amanhã e quinta-feira em Milwaukee.
*Com informações de agências de notícias internacionais.
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