🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

ANÁLISE

E agora, Lula? ‘Onda vermelha’ nos EUA pode se somar à dominância fiscal e anular poder do Banco Central sobre inflação, diz gestora

Para a TAG Investimentos, o Brasil caminha para uma situação de “dominância fiscal”, quando a política monetária e a fiscal se distanciam uma da outra

Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos (EUA) e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, gestora fala sobre risco fiscal
Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos (EUA) e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

O termo “tempestade perfeita” é utilizado pelos operadores do mercado financeiro para descrever condições exatas para que algo aconteça com máxima efetividade — seja um evento positivo ou negativo. As eleições americanas e a recente elevação do risco fiscal brasileiro, por exemplo, deram alguns sinais para os “meteorologistas” atentos a esses sinais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em sua carta mensal, a TAG Investimentos enxerga que uma vitória de Donald Trump na corrida pela Casa Branca e um avanço do partido republicano sobre o Senado e o Congresso — o que os analistas chamam de “onda vermelha” — possa anular qualquer tentativa do nosso Banco Central de controlar a inflação. 

Voltando alguns passos, o Brasil caminha para uma situação de “dominância fiscal”, quando a política monetária (de responsabilidade do BC) e a fiscal (do governo federal) se distanciam uma da outra. 

Esse conceito de dominância fiscal diz que, em situações de altos déficits e aumento da dívida pública, as tentativas do BC de controlar a inflação podem até mesmo atrapalhar a tentativa de disciplinar as contas do governo.

Déficit, juros altos, risco fiscal — e repete

Em linhas gerais, quando os governos injetam mais recursos na economia e, consequentemente, elevam os gastos e aumentam suas dívidas, há uma pressão inflacionária sobre a economia, o que também piora a percepção de risco daquele país. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso cria um cenário de desancoragem das expectativas, o que exige do Banco Central um aumento nas taxas de juros. Porém, o aperto monetário também eleva os custos da dívida pública — o que leva a uma desconfiança fiscal novamente e o ciclo se repete. 

Leia Também

TEM MÚSCULO

Bolsa americana aguenta juros mais altos; UBS GWM diz onde investir nesse cenário

4X3

Enquanto Brasil debate a escala 6×1, esse país propõe jornada de 32 horas semanais impulsionada pela IA

Na visão da TAG, pode ser cedo para falar de um cenário de dominância fiscal, ainda que, em termos de endividamento, o Brasil caminhe para um panorama parecido.

Mesmo assim, os analistas enxergam o atual momento — que chamam de “momento da verdade” — com bons olhos, ao menos no que diz respeito às contas públicas.

“Somos otimistas neste cenário pela história, afinal o Brasil é o país que sempre chega no abismo, mas não pula”, escrevem. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E onde entra a onda vermelha com Donald Trump

Mas o Brasil não é uma ilha isolada do mundo. Fatores externos podem exigir uma postura mais agressiva do Banco Central contra uma potencial inflação descontrolada, como é o caso de um câmbio mais forte em relação ao real. 

Na última semana, o dólar fechou no segundo maior patamar da história, acima dos R$ 5,80. A expectativa com uma vitória de Trump impulsionou a moeda norte-americana contra os pares, o que penalizou especialmente os emergentes. 

Isso porque o mercado vê como maior possibilidade uma vitória de Trump sobre Kamala Harris. Além disso, as chances de os republicanos formarem maioria nas Casas Legislativas também é elevada. 

Ainda que ambos os candidatos prometam aumentar o déficit fiscal do país (Trump na casa dos US$ 2 trilhões e Harris na casa dos US$ 1,5 trilhão), as políticas do candidato republicano tem um viés mais inflacionário, na visão dos analistas da TAG. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo que o Brasil não precisa

Isso porque Trump promete desregulamentar a economia e elevar tarifas de importação de maneira linear em 10% em todo mundo, além de taxas extras em países como China e ampliar uma política de deportação de imigrantes ilegais.

”Tanto a questão tarifária quanto a migratória são inflacionárias. Talvez impedindo o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de continuar a cortar as taxas de juros”, dizem os analistas. 

Por fim, um cenário de onda vermelha seria bom para o crescimento americano, bom para a bolsa americana (alguns setores como financeiro, saúde, doméstico e petróleo), dólar mais forte e uma curva de juros longos voltada para cima.

E tudo o que o Brasil não necessita, em um momento de crise de credibilidade, é de um cenário externo adverso aos emergentes, dizem os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Novo Mapa-múndi 8 de setembro de 2026 - 14:57
Imagem de Donald Trump com gráfico vermelho indicando queda ao fundo. 4 de setembro de 2026 - 12:26
O economista Mohamed El-Erian está sentado em uma poltrona vermelha, segurando um microfone. Atrás dele, uma estante de livros. 31 de agosto de 2026 - 13:50
Dono da Amazon Jeff Bezos Indian Creek 27 de agosto de 2026 - 16:32
Wall Street diante de um gráfico vermelho de queda 19 de agosto de 2026 - 15:33

OPORTUNIDADE OU CILADA

Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?

19 de agosto de 2026 - 15:33
Em um fundo que mescla o prédio da B3, a bandeira do Brasil e um globo, um homem de barba e terno azul está ao lado direito da imagem. No centro, a frase: Só ser barato não adianta 14 de agosto de 2026 - 14:40
Montagem representando as tarifas dos EUA contra os produtos brasileiros 14 de agosto de 2026 - 13:31
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar