China não fica atrás e sanciona empresas dos Estados Unidos; veja o que motivou e quais companhias entraram na lista do governo asiático
A decisão está relacionada à pressão militar chinesa contra Taiwan, na véspera de eleições na ilha

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo ganhou um novo desdobramento. Após os Estados Unidos sancionarem dezenas companhias chinesas, chegou a vez do gigante asiático dar as cartas.
Mas, desta vez, a motivação não é apenas tecnológica.
Nesta semana, a China anunciou medidas de restrição a cinco empresas norte-americanas. A sanção tem como alvo fabricantes militares e é uma resposta à última rodada de vendas de armas dos Estados Unidos a Taiwan.
As empresas sancionadas pelo governo chinês são BAE Systems Land and Armaments, Alliant Techsystems Operations, AeroVironment, Viasat e Data Link Solutions.
Os ativos dessas companhias serão congelados, além da proibição de relações comerciais e interação das organizações com pessoas e empresas chinesas. Segundo a Reuters, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim ainda não se pronunciou.
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Estados Unidos versus China: aumento das tensões
Classificado pela China como uma escolha entre a guerra e a paz, as sanções a empresas norte-americana acontecem cerca de um mês após o Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovar a venda de equipamentos militares, no valor de US$ 300 milhões, a Taiwan, com o objetivo de ajudar a ilha a manter os sistemas de informação tática.
De acordo com um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, as recentes vendas de armas “prejudicam seriamente a soberania e os interesses de segurança da China, comprometem seriamente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”.
Vale destacar que no discurso de Ano Novo, o presidente da China Xi Jinping afirmou que a China vai consolidar e reforçar a recuperação econômica do país em 2024, assim como a reunificação com a ilha “é inevitável” — com menção a Taiwan.
“A China certamente estará reunificada e todos os chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan deverão estar vinculados a um sentido comum de propósito e partilhar a glória do rejuvenescimento da nação chinesa”, disse o presidente chinês.
Em resposta, a presidente de Taiwan Tsai Ing-wen disse que a reunificação carece de uma vontade do povo. “Isso envolve a vontade conjunta do povo de Taiwan para tomar uma decisão. Afinal, somos um país democrático.”
Nos últimos dias, Pequim tem intensificado a pressão militar contra Taiwan, às vésperas das eleições presidenciais e parlamentares na ilha, que acontecem em 13 de janeiro.
*Com informações de CNBC, CNN e Reuters.
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