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No acumulado do trimestre, o lucro cresceu 4,3%, para US$ 208 bilhões, o que representa uma desaceleração em relação à recuperação após a pior fase da pandemia de covid-19
O lucro das empresas do setor industrial da China caiu em março, segundo os dados publicados neste sábado (27) pelo Bureau Nacional de Estatísticas (NBS, em inglês). As exportações mais fracas e a deflação persistente dão sinais de que o forte crescimento do primeiro trimestre pode estar perdendo tração.
De acordo com o NBS, o lucro das indústrias de grande porte na China caiu 3,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No acumulado do trimestre, o lucro cresceu 4,3%, para 1,51 trilhão de yuans (US$ 208 bilhões na cotação atual), o que representa uma desaceleração em relação à recuperação após a pior fase da pandemia de covid-19.
Vale lembrar que a queda de março veio após um aumento da ordem de 10% no período entre janeiro e fevereiro, encerrando sete meses consecutivos de alta. As exportações, que inesperadamente caíram em março, pouco ajudaram a compensar a fraca demanda interna.
Cerca de 28 dos 41 principais setores da China registraram aumento de lucros nos primeiros três meses, disse Yu Weining, analista do NBS, em comunicado que acompanha a divulgação dos dados.
O lucro das mineradoras caiu 18,5%, enquanto a manufatura e as concessionárias de serviços públicos registraram ganhos.
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A queda dos preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), também chamado de “preço de porta de fábrica” — que não inclui os preços de frete e impostos —, na China reduziu as margens de lucro e levou a indústria a se concentrar no mercado externo, com a demanda doméstica ainda fraca em meio à crise do setor imobiliário.
Além disso, o aumento dos riscos geopolíticos pode dificultar esse cenário. Isso porque as potências da Europa e os Estados Unidos acusam a China de aumentar a produção para vender produtos mais baratos no exterior.
O principal alvo, dizem as autoridades internacionais, é o setor de veículos elétricos — que, inclusive, pressionaram o desempenho da Tesla, segundo o último balanço.
Como reação, as autoridades tentam sustentar o mercado interno com mais estímulos fiscais e monetários. Do outro lado, economistas esperam que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) corte as taxas de juros este ano.
Ato contínuo, o governo também anunciou um programa para impulsionar o consumo de automóveis e eletrodomésticos por meio de subsídios para troca de modelos antigos.
“O lucro das empresas industriais manteve o ímpeto de crescimento no primeiro trimestre”, mas a recuperação das empresas “ainda não é equilibrada”, disse Yu Weining, analista do NBS.
O país buscará “impulsionar a demanda doméstica, continuar a melhorar a confiança de todos os tipos de entidades empresariais e fortalecer ainda mais a base para a recuperação da indústria”.
*Com informações da Bloomberg
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