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Em 1º de janeiro deste ano, países como Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã passaram a fazer parte do grupo
O bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — conhecido como BRICS — deve continuar a expansão de países membros, mesmo após ter sido “esnobado” pela Argentina em um passado recente.
Em 1º de janeiro deste ano, países como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã passaram a fazer parte do grupo. Agora, novos membros foram convidados para ingressar no bloco, sendo eles: Bolívia, Turquia, Nigéria, Indonésia, Argélia, Bielo-Rússia, Malásia, Usbequistão, Casaquistão, Tailândia, Vietnã, Uganda e Cuba.
A Arábia Saudita, que também foi convidada para ser membro pleno, ainda não aceitou o convite oficialmente, mas tem participado das reuniões.
Um dos nomes cotados para ingressar no bloco foi a Venezuela. Contudo, a pedido do Brasil, a nação governada por Nicolás Maduro ficou de fora.
A decisão ainda pode ser modificada pela cúpula do bloco. Maduro viajou à Rússia durante o encontro dos BRICS em busca do apoio pessoal de Putin à adesão de seu país.
Assim, os nomes dos países convidados ainda não foram anunciados oficialmente. As informações são da Agência Brasil, que confirmou com pessoas envolvidas nas negociações.
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Ao ser questionado nesta quinta-feira (24), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que é preciso ainda confirmar se esses governos mantêm o interesse em aderir ao bloco.
O convite ocorreu no contexto da 16ª cúpula do Brics, que terminou nesta quinta-feira (24), em Kazan, na Rússia, e teve entre seus principais temas critérios para definir quais países podem ser convidados para ingressar no bloco na nova modalidade de membros associados.
Ao todo, mais de 30 nações manifestaram interesse em participar do BRICS.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que houve consenso em relação aos critérios e princípios para os membros associados, mas informou que a divulgação oficial dos nomes ainda depende da consulta que a Rússia fará aos países que atenderem aos critérios definidos.
“Foi discutido e foi aprovado, e houve consenso sobre os princípios e critérios que guiarão essa ampliação. Quanto à lista de países, será decidido daqui para a frente, e a presidência russa fará consultas depois de chegar a uma lista de países, que não sei como será, nem quais países serão. Depois vai consultar os dez membros atuais e anunciar quais são esses países”, disse em coletiva de imprensa na quarta-feira (24).
A diplomacia brasileira tem insistido que, entre os critérios, é preciso que seja respeitado o equilíbrio geográfico, com a América Latina tendo uma representação semelhante à dos países de outros continentes.
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