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Nos dias finais do TikTok nos Estados Unidos, um “herói” inesperado pode estar prestes a salvar a rede social do banimento no país: Donald Trump.
A menos de um mês do prazo para o aplicativo sair do ar – caso não seja vendido para uma empresa estadunidense –, o presidente eleito pediu que a Suprema Corte não tome nenhuma decisão, dando um prazo para que ele possa encontrar uma saída política para o imbróglio.
Em tese, o tribunal ouviria os argumentos sobre o caso em 10 de janeiro, enquanto o “dia do juízo final” do app nos EUA seria em 19 de janeiro, um dia antes de Trump tomar posse.
O enredo traz um plot twist pelo fato de que, no primeiro mandato como presidente, Trump era uma das figuras que mais se posicionava contra o aplicativo chinês.
Em meados de dezembro, Trump se encontrou com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, na Flórida, indicando uma possível aproximação entre os dois líderes.
Desde abril, a plataforma vive um embate judicial, quando Joe Biden sancionou a lei que proibia o funcionamento da rede social no país, alegando que a Byte Dance, dona do TikTok, ameaçava a segurança nacional por potencialmente coletar dados sensíveis dos usuários.
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À época, os legisladores definiram que a companhia chinesa teria 270 dias – ou nove meses – para vender a operação nos EUA para uma empresa de confiança dos norte-americanos. Caso isso não ocorresse, o app seria retirado do ar.
O TikTok tem mais de 170 milhões de usuários nos Estados Unidos, incluindo o próprio Trump, que criou uma conta em junho.
O republicano afirma ter recebido bilhões de visualizações na rede social durante a campanha presidencial.
* Com informações da Reuters.
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