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O banco manteve a recomendação de “outperform” para as ações da companhia negociadas na B3, mas reduziu o preço-alvo para as ADRs em Nova York
Enquanto raios de sol iluminam a cidade de São Paulo nesta quarta-feira (10), os investidores vivenciam um dia para lá de carregado no mercado financeiro brasileiro — e nem mesmo os acionistas da Vale (VALE3) foram capazes de escapar da sombra que paira sobre as ações no pregão de hoje.
Os papéis da mineradora pesam no Ibovespa nesta tarde, com o setor de metalurgia e siderurgia pressionado pela queda de mais de 3% do minério de ferro na China. Por volta das 17h, os papéis VALE3 recuavam 1,40%, negociados a R$ 72,30 na B3.
Mas os movimentos das ações na bolsa brasileira não são a única coisa que os investidores da Vale têm a acompanhar hoje. Para além do sobe e desce dos papéis, os acionistas da companhia receberam duas notícias, uma boa e uma má — ambas ligadas a um relatório do Itaú BBA.
Se você é dos que preferem iniciar as novidades pelo lado positivo, vamos lá. O banco manteve a recomendação de “outperform” — equivalente a compra — para as ações da companhia.
Já do lado negativo, o Itaú reduziu o preço-alvo para as ADRs (recibos de ações) da mineradora negociados na bolsa de valores de Nova York (NYSE) de US$ 19 para US$ 18 por papel para o fim de 2024.
Apesar da redução, o novo valor ainda implica em um potencial de valorização de 20,5% para as ADRs em relação ao último fechamento.
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Para as ações negociadas na bolsa brasileira, o banco manteve o preço-alvo fixado em R$ 88 por papel VALE3, equivalente a uma alta potencial de 20% para o fim deste ano.
O Itaú BBA revisou as projeções para a Vale (VALE3), na intenção de “incorporar a nova curva de preço do minério de ferro, as novas projeções esperadas pela companhia e as novas premissas de custo de capital”.
No caso da commodity, o banco espera que o minério atinja um preço médio de US$ 120 por tonelada ao longo de 2024.
Vale destacar que, nas últimas semanas, os preços variaram entre US$ 130 e US$ 140 por tonelada, apoiados pelas expectativas de aumento de consumo de aço na China após o anúncio de dois pacotes de estímulo no país.
“Prevemos uma dinâmica de oferta e demanda um tanto restrita para a indústria de minério de ferro em 2024, com uma produção de minério de ferro sazonalmente mais fraca no 1T24 e uma produção de aço ainda resiliente na China", afirmam os analistas, em relatório.
Com as novas estimativas para a commodity, o banco aumentou a expectativa para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) de 2024, que passou para US$ 20,4 bilhões, contra uma projeção anterior de US$ 19,4 bilhões.
De acordo com os analistas, a nova estimativa considera que o “maior preço de minério de ferro mais que compensará piores custos no segmento de ferrosos e menores resultados na divisão de níquel e de cobre”.
O banco ainda espera um retorno total ao acionista de 35% ao longo deste ano, considerando uma alta potencial de 21% da ação VALE3 e um retorno com dividendos (dividend yield) de 14%.
Segundo o Itaú BBA, a revisão para baixo do preço-alvo fixado para a ADR da Vale tem base em dois motivos.
O primeiro é a incorporação da revisão para cima do guidance (projeção) de investimentos da Vale.
O banco ainda destaca que, como prevê um aumento do custo de capital, a melhoria dos resultados operacionais acaba sendo ofuscada.
Os analistas esperam um aumento de 21% do fluxo de caixa descontado (DCF) e um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) de 11% para 2024. Na visão do banco, esse dinheiro em caixa será “totalmente distribuído através de dividendos ou recompras”.
Além disso, o Itaú projeta um múltiplo de valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) ajustado da Vale de 3,7 vezes para 2024, o que “parece barato em relação aos níveis históricos”, segundo a instituição.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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